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domingo, 25 de fevereiro de 2024

O HOMEM É LIVRE PARA FAZER MAL A SI MESMO?


13.03.2012.
 

 
Ontem li sobre esse tema em forma de debate. Não tirei conclusões. Nem tirarei agora.
Entrou em pauta as rígidas proibições Lei Seca (federal) e a Lei antifumo (paulista).
Perguntava-se se o Poder público tem o direito de limitar a liberdade das pessoas de se fazerem mal.
 
Lógico que as respostas óbvias logo vieram: a pessoa tem o direito de ser fumante ativo, no entanto que não torne o outro em um fumante passivo. A pessoa tem o direito de beber, conquanto que não assuma a direção do veículo e provoque acidentes.
 
Portanto, somos livres para fazermos mal a nós mesmos sem atingirmos diretamente os outros.
 
Entrou então uma questão que achei sensacional: mas o cara que fuma custa muito mais à saúde pública. O cara que bebe custa muito mais à segurança pública. Então a pessoa que faz mal apenas a si mesmo, ainda assim onera os impostos que são repartidos entre aqueles que não fazem mal a si mesmos.
 
Sou fumante e bebo. Então indiretamente, mesmo respeitando os locais para a prática das baforadas e não guiando um carro alcoolizado, ainda assim sou um peso para a sociedade.
 
Quando comecei a fumar, veiculavam-se nas mídias, anúncios de marcas de cigarros. Hoje não existem mais. Ainda existem anúncios de cervejas. De bebidas quentes parece que só em certos horários. Daqui um tempo não haverá mais anúncios de cervejas em certos horários. Depois sumirão todas essas propagandas e patrocínios.
 
Bem, a partir daí a sociedade começará a cobrar dos governos, ruas livres sem os carros emissores de gases que agridem seus pulmões, a proibição de fast foods que causam a obesidade e outras doenças, e etc e etc.
 
A coisa nunca terá fim. Nada nunca se resolverá a tempo. E o ser humano entrará em extinção! Isso porque eu disse que nesse pequeno ensaio eu não tiraria nenhuma conclusão.

BREVE INTERVALO


 14.03.2012.


A folha em branco

Coisa que não uso mais e

Que ainda insiste em

Ocupar minha memória

Chama-me, incita

A deitar sobre ela

Não meu corpo cansado

Mas minha febre poética

Voraz, indômita, perplexa

Em frenesi me acena, delibera  

Anulando-me daquilo

Que despretensiosamente

Chamo de sapiência

Esse desejo auspicioso

Ferve-me as entranhas

Estranhas e desconhecidas loucuras

Num furor desavisado, incompleto e

Completo de minhas ausências

Inspira-me desejos

Sobejos e visões que

Entorpecem minha razão

Quando achei que a possuía

Que a tinha sob meu domínio

Eu como bicho humano

Daqueles que andam com dois pés

Desabrocho sobre ela em versos

Anulando o intervalo entre

O sôfrego aspirar de

Minha boca e  coração.



Marcelo Braga e Edna Frigato



OPINBERUN FRESARANS (revelação de Deus em Islandês)


15.03.2012.

 
 
Diversos eventos sem parentesco algum
Vários jardins de flores secas e mortas
Um país de gelo e vulcões
Nada mecânico, porém intenso
Elementos esparsos de inúmeras ideias
Pensamentos fraturados
Mesas mancas e tudo sem tempo
Uma escada de madeira e um céu
Surrealismo ao som de Sigur Rós
Nada conceitual, porém orgânico
Lacunas e establishment
Tudo vago – silêncio e uma voz
Como assim tão distante voz?
 
A voz que me encanta não digo pra ninguém.

 
 


Ao som de “"Syndir Guõs (opinberun frelsarans)" Sigur Rós.
Banda da Islândia.

ESSE MEU CORAÇÃO



12.10.05.




Esse meu coração, egoísta coração
Perfeitos canículos entupidos de sangue
Insiste em bater mais cinco anos

Ele pensa, como pensa
Ele ama, como ama
Ele canta, como canta

Bombeia um sangue entorpecido
Não mais puro como o teu
O meu tem absinto

Não dispensa teus passos, tua luta

Ele bate... Metafísica!
Ele existe...Loucura!
Ele teima...Aparência!

Enegrecido em exatidões duvidosas
Agraciado pelo comando do cerebelo
Belamente nuvem negra, chuva de granizo e
Insiste em bater e
Insiste em escrever
Linhas, linhas, lágrimas

Esse meu coração!

TRACES TEUS PLANOS QUE TRAÇAS JÁ CARCOMERAM OS MEUS



11.09.05.




Traces teus planos que traças já carcomeram os meus
Praças por onde passei e tu por onde passas?
Ilhargas de vermelhidão; largas alamedas
Tua ausente presença se fez presente
Já sinto tua falta...



HÁ PERFEIÇÃO NAS COISAS QUE VEJO



31.05.03.



O Sol e as nuvens se adaptaram
O positivo com o negativo fizeram o terra
A noite gentilmente intercalou-se com o dia
O velho deu lugar ao novo
Os espaços se preencheram condescendentes
As descobertas se aceleraram
O mundo progrediu
Há perfeição nas coisas que vejo!

O animal evoluiu
Adaptaram-se milênios a fora
Ser humano eclodiu da névoa que o envolvia
Foi-se à Idade Média e
Aparentemente nada aconteceu

A semente se deteriorou
Se encharcou de húmus
Frutificou

Envolto, coberto, afastei todo o frio
Revolto, disperso, envolvi-me pelas almofadas e
Aparentemente nada evoluiu

O Sol e as nuvens...


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Nossas "cavernas" modernas


21.03.2012.
 
 


Li semana passada uma entrevista com o doutor em filosofia, pela Université de Paris I (Panthéon – Sorbonne), o mineiro Ivan Domingues, que trata no geral de seu trabalho o âmbito principal da filosofia contemporânea. Ele considera a ÉTICA como o fator central.
 
Nessa entrevista ele relata sua visão entre a lógica e a historicidade. Trata das linhas filosóficas atuais e suas raízes, sendo a maioria, galhos do existencialismo surgido em Schopenhauer, Nietzsche (que eu diria ser o “inventor” da psicologia), Sören Kierkegaard e outros nomes de outras linhas filosóficas que pouco li: Hegel, Marx, Wittgenstein, Heidegger.
 
Pois bem. Ainda não era suficiente para que eu escrevesse esse leigo ensaio. Minha pretensão era entender se alguém estava vendo esse período de transição das relações humanas, tão surpreendente por seu tamanho e mudanças gerais na sociedade. Quem viveu os anos 80 sabe um pouco do que quero dizer. Sentávamos em um ônibus, haviam pessoas lendo livros e desconhecidos conversando. Hoje a metade está dormindo, a outra metade plugada em música, redes sociais e jogos eletrônicos.
 
Não quero ser saudosista, aliás tenho “apenas 38” anos. Nem “antinada”. Apenas observo que muita tecnologia já causa a distância entre seres humanos.
 
Uma pessoa que possui 4000 mil “amigos” virtuais e participa de 38 redes sociais (isso é apenas um exemplo é claro), tem tempo de dar atenção à sua esposa, ao seu marido, ao seu filho, a um amigo(a) real?
 
O Recanto das Letras já me toma um tempo considerável no dia para que eu possa postar aquilo que escrevo e trocar amabilidades em forma de visita a outros escritores. Imagino se eu tivesse ainda outras ocupações virtuais, além dos e-mails? Tenho meu trabalho. Tenho minha família. Tenho problemas do cotidiano. Tenho um e-mail para vendas. Tenho bichos para cuidar. Plantas. E quando falam comigo em MSN, BLOG, FACEBOOK e afins, recuso na hora. Não sou contra – apenas sei que mal tenho dado conta disso tudo que inventei para mim que, qualquer outro tipo de movimentação, seja na vida real ou na virtual, entrarei em colapso.
 
Para amadurecer esse ensaio eu precisava de mais alguma coisa. Tenho lido alguns ótimos textos de FChagass, Yamânu, Ana Bailune, Ciro Fonseca e outros escritores da Rede Mundial que tratam desses aspectos: desses novos tempos em que vivemos. Chego a vibrar como sempre vibrei, quando leio alguém que pensa, vê, compreende e se pergunta aquilo que eu achava estar pensando, vendo, compreendendo e me perguntando sozinho.

Li então um ensaio de Rodrigo dos Santos Manzano – graduado em filosofia pela UNAFAI, professor da rede pública de São Paulo que chegou ao consenso quase que perfeito diante de minha visão de contemporaneidade social.
 
Ele diz em seu ensaio intitulado: “Por Um Resgate da Sensibilidade” que nossa época cultua a indiferença à Religião e até mesmo ao ateísmo, onde se é tratado como assuntos supérfluos. Ressalta porém que, por trás da aversão religiosa convencional, cultos a outros deuses emergiram, sem que se fossem percebidos, nessa rápida mudança da ética universal. E ele, assim como eu, considera o culto ao ser humano como o mais visível de todos.
 
Ele percebe o caos em que a humanidade emerge.
 
Percebo que a sociedade procura modelos externa e extremamente perfeitos em todos os âmbitos. Na mídia principalmente, isso é claramente exposto. A grande massa se adapta de imediato.
 
Um trecho de Rodrigo que destaco: “Nunca, ironicamente, se desprezou tanto a questão afetiva e os grandes problemas que atingem os homens vêm exatamente dessa ordem. O mal de nosso século, a depressão, é o exemplo mais claro disso.”
 
Algumas pesquisas apontam que em 2020, mais da metade da população do Planeta sofrerá desse mal; antes considerado doença da elite e chamado de estafa mental.
 
Rodrigo ainda destaca a superficialidade nas relações interpessoais, a frieza e o estresse como sinais de que nós somos uma sociedade “doente emocionalmente.”
 
Vivemos o medo de ter medo. O medo de um abraço. O medo de um encontro. O medo da vida real. O medo virtual. Milhões de tribos virtuais onde se “escondem” pessoas reais, algumas doentes, outras ainda não.

Nossas cavernas apenas são mais modernas...


Marcelo Braga





MINHAS ERAS SÃO FRAGMENTOS DISPERSOS (versão reduzida)



05.12.96.


Minhas eras são fragmentos dispersos
Minhas coisas morrem e ressurgem
A vela que ilumina o breu, flutua
Destruo alimentos e busco tudo novamente
Tudo me é renovável, lavável e inflamável
Até a eternidade seria mera regressão...


IDIOTA, CRÉDULO, LUNÁTICO e SONHADOR



03.03.05.



Idealizei sim, idealizei, admito
Quem nunca foi idiota o bastante?!
Os dias vão, outros vêm com o nascer do mesmo Sol..

Acreditei sim, acreditei, admito
Quem nunca foi crédulo o bastante?!
Os meses vão, outros vêm com o virar das folhinhas...

Pisei nas nuvens sim, pisei, admito
Quem nunca voou tão alto assim?!
Os anos vão, outros vêm com os fogos pirotécnicos...

Sonhei sim, acordado, admito
Quem nunca foi sonâmbulo o bastante?!
Vieram os vinte, vieram os trinta...

Que venham os quarenta, os oitenta
Idealizarei, acreditarei, andarei nas nuvens, sonharei acordado
Continuarei idiota, crédulo, lunático, sonhador

Canceriano
Mesmo nos mesmos sóis
Mesmo nas mesmas folhinhas
Nos novos reveillóns

Cobaia de minhas décadas
Sempre no mesmo científico experimento
Na lei do eterno retorno
No crepúsculo

Nessa torta linha ilegível
Nessa imbecil procura por um simples acalanto

Sigo claudicante, mas sem renunciar


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

FRIO NO INFERNO

 

03.02.2012.



Pra onde você quer ir?

Meu horizonte é um planeta quadrado
Minha bussola é inconsequente
Meus nervos são contraídos
Meu semblante é gelo e branco gelo
Meu cinzeiro é massa cinzenta
Minha cabeça é um abismo
Minha delicadeza é um desastre
Meu avião é monomotor
Minha lanterna não tem pilhas
Meu cobertor é curto
Meu inferno é sua salvação

Pra onde você quer ir?


NOS PONTEIROS DO RELÓGIO...


11.03.2011.
 
 
Minha viagem começou recentemente
Permutei sóis com luas constantemente
Adiante nem sempre é ir pra frente
Retroceder nem sempre é andar pra atrás
 
Os estampidos de seu fuzil acovardam mais seus adversários
Que sua artilharia direta
 
Vejo bandeiras brancas em minha viagem
Vejo espíritos justos de almas claras
Nos ponteiros do relógio veja a calma do tempo
Nos carinhos que recebi, a resposta que desconfiava
 
Com uma gota de veneno se é possível contaminar toda a caixa d’água
Como com uma gota do mesmo veneno, criar mil ampolas de antídoto
 
Vejo ilusões e preços abusivos postos nas mesmas
Vejo desespero, loucura; doenças imaginárias
Nos calendários vejo a pressa do tempo
Nos carinhos que recebi, mãos que carregavam minhas bolsas


terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

SUPERLATIVO


24.07.03.


Vivo tão preocupado com os detalhes
Detalhes tão pequenos demais
Aliás, tão ínfimos, que nem os percebo...
AUTODEFESA!

Vivo tão iludido com quase tudo
Quase tudo tão ilusório demais
Aliás, tão irreal, que nem vejo...
ALTRUÍSMO!

Vivo tão atento nessa guerra
Nessa já tão lutada guerra demais
Aliás, tão bélica, que eu desarmado...
ESTRATÉGIA!

Vivo tão precavido com os loucos
Esses perigosos insanos demais
Aliás, tão agressivos, que eu nem me protejo...
CAMISA DE FORÇA!

Vivo tão preso a esse mundo dinheiro
Mundo que é dinheiro um pouco demais
Aliás, tão capitalista, que eu “terra do nunca”...
BUSINESS!


SOBRE "CASAMENTO"



 "O casamento é como uma longa viagem em um pequeno barco a remo: se um passageiro começar a balançar o barco, o outro terá que estabilizá-lo; caso contrário, os dois afundarão juntos." (Dr. David Reuben)


"Casamento é igual caipirinha de pinga, todo mundo sabe que dá dor de cabeça, mas experimenta" (Autor desconhecido)

"O casamento é um edifício que deve ser reconstruído todos os dias."
(André Maurois)

"Esperto é o pato, que tem os dedos colados, pra não usar aliança"(Autor desconhecido)

"Se os homens agissem depois do casamento da maneira como agem durante o namoro, haveria menos divórcios – e mais falências." (Frances Rodman)

"Não discuta com sua esposa quando ela estiver dobrando seu paraquedas." (Autor desconhecido)

"O valor do casamento não está no fato de adultos produzirem crianças, mas de crianças produzirem adultos." (Peter de Vries)

"O casamento é um livro cujo primeiro capítulo é escrito em verso e os demais, em prosa." (Beverly Nichols)

"Maridos são como fogo. Apagam se não são alimentados." (Zsa Zsa Gabor)

"Um homem de sucesso é o que ganha mais dinheiro do que sua mulher consegue gastar. Uma mulher de sucesso é a que consegue encontrar um homem desses." (Autor desconhecido)

"Um otimista é aquele que acredita que o casamento é um jogo."
(Laurence J. Peter)

"A vida de casado ensina uma lição inestimável: pensar sobre as coisas antecipadamente o bastante para não dize-las." (Jefferson Machamer)

"Casamento é uma longa conversa entremeada de disputa."
(Robert Louis Stevenson)

"Casamento é o destino tradicionalmente oferecido às mulheres pela sociedade. Também é verdade que a maioria delas é casada, ou já foi, ou planeja ser, ou sofre por não ser." (Simone de Beauvoir)

"Um marido diz para sua mulher: "Não, eu não odeio sua família. Aliás, gosto da sua sogra muito mais do que da minha." (Autor desconhecido)

"O pavor da solidão é maior que o medo da escravidão: assim, nos casamos." (Cyril Connolly)

"Homens que têm orelhas furadas estão mais preparados para o casamento: eles já experimentaram a dor e já compraram jóias." (Autor desconhecido)


"O problema do casamento são as diferenças de expectativas: a mulher acha que o homem vai mudar após o casamento, enquanto que o homem acha que a mulher não vai mudar após o casamento." (Autor desconhecido)

"As mulheres começam por resistir aos avanços de um homem e terminam por bloquear a sua retirada." (Oscar Wilde)

"O único argumento real a favor do casamento é que ele continua sendo o melhor método para se conhecer alguém." (Heywood Braun)

"Meu conselho é que se case; se você arrumar uma boa esposa, será feliz; se arrumar uma esposa ruim, se tornará um filósofo." (Sócrates)

"Mulheres casadas e solteiras perdem muito tempo sentindo pena umas das outras." (Autor desconhecido)

"Não importa com quem você se case, sempre acorda casado com outra pessoa." (Marlon Brando)

"Casamento não é o paraíso nem o inferno; é apenas o purgatório."
(Abraham Lincoln)

"Somos todos amadores no início do casamento; alguns de nós amadores com mais sorte que os outros." (John Leonard)

"Um homem e uma mulher se casam porque não sabem o que fazer consigo mesmos." (Anton Chekov)

"Maridos e esposas não entendem um ao outro porque são de sexos diferentes." (Autor desconhecido)

"O casamento é o triunfo do hábito sobre o ódio." (Oscar Levant)

"O problema do casamento é que, enquanto toda mulher é no íntimo uma mãe, todo homem é um advogado." (Edward Verrall Lucas)

"Vocês estudam um ao outro por três semanas, se amam por três meses, brigam por três anos e toleram a situação por trinta anos." (André de Missan)

"O casamento representa a intervenção do Estado em um caso de amor que, provavelmente, já não estava indo muito bem." (Mignon McLaughlin)

"Casamento: cerimônia em que se coloca uma aliança no dedo da mulher e outra no nariz do homem." (Herbert Spencer)

"Casar-se com um homem é como comprar alguma coisa que você esteve admirando por muito tempo em uma vitrine. Você pode amar quando compra, mas ele nem sempre combina como resto da casa." (Jean Kerr)

"O casamento é a única sentença perpétua que é suspensa por mau comportamento." (Louisville Times)

"Casamento é a única aventura aberta aos covardes." (Voltaire)

"Casamento é realmente algo difícil; você tem que lidar com sentimentos e advogados." (Richard Pryor)

"Apaixonar-se perdidamente por alguém não é necessariamente o ponto de partida para se casar." (Príncipe Charles)

"Casamento é um seguro para os piores anos de sua vida. Durante os melhores anos você não precisa de um marido." (Helen G. Brown)

"O casamento é a maneira de um homem descobrir que tipo de marido sua mulher teria preferido." (Autor desconhecido)

"O casamento se assemelha a uma tesoura; lâminas tão presas entre si que dificilmente podem ser separadas, se movendo geralmente em direções opostas e, no entanto, sempre ferindo qualquer um que se coloque entre elas."
(Sydney Smith)

"Casamento é um jogo de paciência a duas mãos. O casamento tem muito de um circo; não existe nele tudo quanto anunciado na propaganda."
(Edgar Watson Howe)

"O amor é uma coisa ideal, casamento uma coisa real; uma confusão entre o ideal e o real nunca acaba impune." (Goethe)

"Eu às vezes penso em casar – aí penso mais um pouco." (Noel Coward)

"Eu gostaria de me casar porque gosto da idéia de um homem sendo legalmente forçado a dormir comigo todas as noites." (Carrie Snow)

"A melhor parte da vida de casado são as brigas. O resto é meramente regular." (Thornton Wilder)

"Vida de casado não é tão ruim; depois de se casar, você pode comer as coisas que sua esposa gosta." (Frank Hubbard)

"Quando um casal recém-casado ri, todo mundo sabe por que. Quando um casal com 10 anos de casado ri, todo mundo se pergunta por que."
(Autor desconhecido)

"Você sabe que a lua-de-mel terminou quando você liga para casa para dizer que vai chegar tarde e a secretária eletrônica responde que o jantar está no micro-ondas." (Autor desconhecido)

"Já fui casado por um juiz. Eu deveria ter pedido um júri." (George Burns)

"Um marido é o que sobra de um amante depois que o nervo é extraído."
(Helen Rowland)

"As correntes do casamento são tão pesadas que são necessárias duas pessoas para carregá-las, e às vezes três." (Alexandre Dumas Filho)

"Casamento baseia-se na teoria segundo a qual, quando um homem descobre uma marca de cerveja que corresponda exatamente ao seu gosto, ele deve jogar fora seu emprego e ir trabalhar na cervejaria." (George Jean Nathan)

"O casamento deve combater incessantemente um monstro que devora tudo: o hábito." (Honoré de Balzac)


COLETIVO EM HARMONIA


05.04.2012.
 
 
Gradualmente, na monotonia do dia a dia
Forçosamente, cansativa e repetitiva uniformidade
Floreamos os caminhos e trilhas
Passamos a buscar um sentido profundamente transformador
Daí os atos isolados da individualidade
 
Agora que iniciado o processo, difícil o retorno ao estado inicial
 
Dá-se início a rede de convergência efetiva
A deliberada busca por destaque e espaço
Em cada um, suas particularidades cada vez mais únicas
Onde talvez até ocorra algum tipo de crescimento pessoal
No plano ingrato e movediço que é o egoísmo
 
No coletivo, o teatro da vida é a fuga da realidade objetiva
 
Agora então é necessária a delicadeza no fino trato
As palavras de conforto que amenizam a complexidade do convívio
Um ambiente de intimidade pessoal urge de imediato
Donde acerca-nos o delimitado agregar de grupos
Que chamamos sociais, familiares, políticos, religiosos...
 
Agora, harmonizar o coletivo das relações, uma tarefa difícil
 
Então as barreiras que desarmonizam
A aspereza com a qual se revestem
O choque e o desmantelo ante o primeiro não
Barreiras do espaço que eu digo ser meu
Azedo, descaracterizado, frouxo e desvitalizado



O "PROIBIDO" E O "CASUAL"


05.04.2012.
 
 
Busca-se sintonia e atrativos no outro ser
No caso mais comum: paixão
No caso mais raro: amor
 
No primeiro caso, o atrativo é precoce
Pouco fundamento, não dispõe de raízes
É interesse de satisfação própria
Nada constrói, tira-se partido
Apenas atende aos desejos próprios
Apenas flutua em bolhas de sabão
É perdidamente exagerado
Sofregamente fantasia
Interesse de agarrar-se em qualquer coisa
Em tudo que é novo e diferente
Proibido e casual
Um encanto que se desmorona fácil
Algo que não resiste aos percalços comuns
Qualquer coisa que dê sentido
A sereia encantadora da vida
 
Onde se escolhe por aparência, tamanho
Experimentações que todos passam
Ninguém gosta da mentira, mas todos...

POESIA

 


09.04.2012.
 
 
Está pureza minha filha conversando suas bonecas
Está delicado toque uma música tailandesa
Está Sol que queima pele logo primeiras horas
Está filme que emocione novamente
Está casa desarrumada
Está corpo cansado mulher que foi amada
Está naquele senhor sentado praça
Está simpatia dessa senhora cabelos brancos
Está flores bem vivas e coloridas
Está flores mortas
Está cactos
Está canto árabe
Está gaivotas lado caos urbano
Está caminhos terra vermelha
Está demasia; leviandade
Está euforia; ansiedade
Está garoto lixo que remexe
Está graça do ser
Está bichos fundo meu quintal
Está música erudita
Está imagens impactantes
Está dito popular
Está barulho vento
Está escondida outro cômodo
Está resolvida virar folha e papel
Está decidida ser esquisitice
Está fecundidade própria
Está entre razão e intuição
Está dosagem exagerada
Está aflição; desespero
Está cada quina; cada canto
Está pé sujo; rosto alegre que lacrimeja
Está vozes negras jazz
Está mulher que foi embora e nunca mais voltou
Está mulher que sempre esteve perto
Está pontos de ônibus
Está saudade sofrida
Está graça da vida
Está mar que inebria e angustia
Está rio nascendo entre pedras
Está seca; terra rachada
 
Poesia...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

TE GOSTO

 08.02.04.


Me entorpeço, me vicio a cada dia

Te vejo nas brumas

Nos escombros, nos frigoríficos

Nem mesmo sabes de tua importância

A cada dia

Uma voz, somos apenas uma voz

Um fio, somos apenas um fio

Um vulto, adoraria não ser apenas vulto

Retaguarda, sofisticação

Resguardo-me nessa satisfação

Nestas palavras

Em tuas frágeis concepções

Tudo que ainda vais viver

Toda a calma que ainda vais me passar

Me transcende

Me prende, me faz sentir bastante

Quero ficar a teu lado

Do jeito que tiver de ser

Essa flor que adoro cheirar

Essa voz que adoro ouvir

Esse sono que vai acabar virando sonho e

Meu coração é assim mesmo

Canceriano sempre

Te gosto!



MASCARADO

 

05.08.2011.
 

 
Deixei por último a última máscara para tirar
Sabe que cara ela tinha: cara de um Marcelo descarnado
Crepuscular
Sempre trouxe essa cara comigo...

ADORO TE VER


01.08.2008.

 

 

 

Pouco saberei de ti

Quando já agora pouco sei

Mesmo assim pequena infante

 

Vens com novidades

Assumes personalidade

És perfeita perfeição

 

Tens o instinto

Tens inteligência

Tens muita força, muita vida

 

Vieste com disposição

Forte, decidida

Saudável e linda

 

Pouco saberei de ti

Quando já agora pouco sei

Mesmo assim pequena infante

 

Adoro te ver dormindo

Adoro te ver sorrindo

Adoro te ver

PREVISÕES MÉDIAS PARA DECOMPOSIÇÃO:




Jornal: 6 meses

Palito de madeira: 6 meses

Toco de cigarro: 20 meses

Nylon: mais de 30 anos

Chicletes: 5 anos

Pedaços de pano: 6 meses a 1 ano
Fralda descartável biodegradável: 1 ano

Fralda descartável comum: 450 anos a 600 anos.
Lata e copos de plástico: 50 anos

Lata de aço: 10 anos

Tampas de garrafa: 150 anos

Isopor: 400 anos

Plástico: 100 anos

Garrafa plástica: 400 anos ( depende do tipo do plástico).

Garrafa de plástico (PET) tempo indeterminado

Pneus: indeterminado. mínimo: 600 anos

Vidro: 4.000 anos

Casca de frutas: 01 a 3 meses. ( serve de adubo e não causa danos a natureza).
Madeira pintada: 13 anos

Latas de alumínio: 200 a 500 anos


Poesia: depois de composta, nunca mais se decompõe.



HIPÉRBATO


15.09.2008.
 
 
 
Que devo, futuro, esperar?
Lábios do frio que tremelica?
Ensopado corpo do ardente Sol?
A névoa, o zênite, a bruma?
 
Quando muda no presente tal porvir?
Passado deixa em que futuro de existir?
 
Pouco anoitecendo
Agora importaria
Enxergam caminho apressado
Meus pés num outro dia
 
Dança que nunca soube, tocava, caminho
Dançar, vias e becos úmidos que nada!
Graças a Deus, nunca o vi, que olhos
Luz tão forte, talvez, miraria?
 
Ah, presente...
Apresente-se!


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

METÁFORA, METONÍMIA, ANTÍTESE E PARADOXO


01.12.2006.
 
 
Meu peito é um punhado de pedras
Uma laje onde te deitas
Na Lua tipo luar
Lua que tal opaca laje
Não deixa brilho da Lua brilhar

 
É luz de nossa noite, luz em nosso lar
Satélite que transmite nosso gemer
Nossa Lua é de todo mundo
Nossa Lua é somente nossa, é particular
Assim entrelaçados à Lua
Tomamos da luz nosso tragar
Devem ser mil as Luas de cada lugar
Sua prata ilumina os focos centrais
Amantes que somos do sideral!

 
Meu peito bronzeia-se de Lua
Quadrada Lua em nosso canto
Quentes seus raios de brisa
Uivamos em esperanto...

 
Lua de hoje, Lua de ontem
Uma bola retangular
Lua de perto, Lua de longe
Lhe quero pra trepar!

COM PARENTES - Irmão por parte de pai

 



• Carlos Casado


Pouco antes de meu pai morrer ele me disse: você tem um irmão, filho da doutora Teresinha, aquela veterinária...
No período em que meu pai havia morado no bairro do Maracanã, na casa do doutor Elói, chefe de polícia civil, ele conheceu tal moça. Ela trabalhava numa clínica onde meu pai levava os cachorros de Dr. Elói. Então desse namoro, nos meados dos anos 80, nasce meu irmão paterno.
Meu pai faleceu, passaram-se uns três anos e procurei tal irmão. Localizei ele no Cocotá, bairro da Ilha do Governador, tendo ele 13 anos, morando com sua mãe na Rua Praia de Olaria. Passei uns finais de semana jogando futebol de botão com ele, seguindo as tabelas da revista Placar que ele também como eu, separava para tais campeonatos. Muito parecido com minha tia Zuleika e meu tio Clóvis fisionomicamente.
No nascimento de meu filho João Marcos, seu único sobrinho, esteve ele algumas vezes em Barra do Piraí e também em Nova Iguaçu nos visitando. Ficou noivo e casou-se com uma menina da Igreja Universal. Fanatizou-se, vendeu vários pertences de sua casa para dar a tal igreja e hoje, por visão profética de sua esposa, proibiu-se nosso contato. Ótima pessoa, trabalhador e inteligente. Trabalha num hospital no bairro do Cocotá, mora no bairro do Bancários e teve uma filha.
Minha última tentativa de contato com o mesmo foi em 2007. Deixei na recepção do hospital uma caixa para ele contendo meus cinco livros publicados e meu telefone atual. Algumas dessas minhas poesias havia ele usado na conquista de sua atual esposa. Não me telefonou, quem me telefonou foi sua esposa pedindo que me afastasse do mesmo, caso contrário iria dar parte à polícia por minha tentativa em me aproximar de meu irmão paterno. O argumento era que, o fato de eu ser agnóstico, o convívio o influenciaria e afastando-se de Deus eu iria por fim ao casamento deles...


Nietzsche: "Singrando Para Mares Novos".



 "Tudo cintila para mim com um novo esplendor,

O meio-dia repousa no espaço e no tempo...
Somente o teu olhar, formidável
Me fita, ó infinidade"


Trecho da poesia de Nietzsche: "Singrando Para Mares Novos".


BUNKER DE ALVÍSSARAS SUSPEITAS

  12.02.2011. Nada que fale além do murmúrio das pedras que estalam no calor que as dilatam entre terrinhas e espinhos que crescem no escald...