Que devo, futuro, esperar?
Lábios do frio que tremelica?
Ensopado corpo do ardente Sol?
A névoa, o zênite, a bruma?
Quando muda no presente tal porvir?
Passado deixa em que futuro de existir?
Pouco anoitecendo
Agora importaria
Enxergam caminho apressado
Meus pés num outro dia
Dança que nunca soube, tocava, caminho
Dançar, vias e becos úmidos que nada!
Graças a Deus, nunca o vi, que olhos
Luz tão forte, talvez, miraria?
Ah, presente...
Apresente-se!
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