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sexta-feira, 31 de março de 2023

Carl Gustav Jung - curiosidades biográficas (infância)

 Carl Gustav Jung


   Carl Gustav Jung (1875-1961) foi um psiquiatra suíço, fundador da escola da Psicologia Analítica. Desenvolveu os conceitos da personalidade extrovertida e introvertida, de arquétipos e do inconsciente coletivo.


"Minha vida foi singularmente pobre em acontecimentos exteriores. Sobre estes não posso dizer muito, pois se me afiguram ocos e desprovidos de consistência. Eu só me posso compreender à luz dos acontecimentos interiores. São estes que constituem a peculiaridade de minha vida e é deles que trata minha autobiografia."... 


   Nasceu em Kesswil, na Suíça, no dia 26 de junho de 1875. Filho de um pastor protestante, com quatro anos, mudou-se com a família para a Basiléia, na época, um grande centro cultural da Suíça.  Também tinha mais oito tios que eram pastores. O contato de Jung com a religião influenciou profundamente seu trabalho.

  


   O Pai


Paul Achilles Jung, pai do Jung, era poliglota, maçom, fez a tradução do Cântico dos Cânticos, um texto atribuído ao Rei Salomão, filho do Rei Davi que é um livro de encantamento de Salomão para com o sagrado, e que é a base do pensamento maçônico. A carta de Salomão é a carta da maçonaria, onde na Maçonaria moderna tem os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade da França, da revolução Francesa.


Salomão tem 3 produções atribuídas a ele que são: Cânticos dos Cânticos, Eclesiastes e Provérbios. E parece cada um desses três livros sagrados são partes específicas da vida dele, abrangendo esses três princípios: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.


O pai abdicou da carreira intelectual em função da religiosidade. Ele como rompeu com sua carreira acadêmica para então viver no interior da Suíça, como pastor luterano.


Jung sempre brigava com pai por questões teológicas, as quais estavam ligadas de certa forma a Maçonaria.


O avô paterno do Jung tinha o mesmo nome do Jung, Carl Gustav Jung, era médico e foi o reformador da Faculdade de Medicina da Basileia.


  A mãe


Emilie Jung-Priswerk, a mãe do Jung, era uma mulher diferente porque ela tinha além de cultura muito dinheiro e prestígio. Veio de uma família que tinha poderes e o pai dela chegou a prefeito da Basileia.


Era ligada ao misticismo. Leu Helena Petrovna Blavatsky com “Isis sem véu” e “Chaves da teosofia”, inspiradora de pensamentos como de Rudolf Steiner antroposofia, da eubiose, da Rosa Cruz, e da própria maçonaria. Ela tinha então um caráter místico mais amplo então do que o próprio pai do Jung que tinha conflitos teleológicos.


E o Jung por 9 anos foi filho único, até então ele não tinha irmãos e ele foi criado no meio dessa história toda.


   Percepções e infância


Desde pequeno ele percebia que existe uma dualidade dentro dele e teve a coragem de aceitar isso. Ele percebia que existia um indivíduo fraco, franzino e inseguro, mas ao mesmo tempo o indivíduo altivo, seguro, maduro que ele falava que era a personalidade número 1 e número 2.


Paralelamente ele também dizia que percebia que a mãe também tinha duas personalidades, tinha momentos em que a mãe era amorosa, carinhosa e em outros momentos ela era muito rígida e dura. E ele foi percebendo desde muito jovem que as pessoas têm características ambivalentes, as pessoas têm personalidades múltiplas e autônomas.


Jung tinha uma brincadeira no quintal da casa dele que era se sentar numa pedra e ficar imaginando: “E quem é esse ser que está sentado em cima da pedra?” Ele fica encantado com esse tipo de pensamento e às vezes ele não sabia mais se ele era pedra, se ele tinha sentado em cima da pedra ou se era a pedra que tinha sentado em cima dele e a hora que isso ficava muito forte ele se assustava e saía correndo…


É a sensação de se sentir no lugar do outro e vice-versa, isso é alteridade, que o acompanha desde muito novo.


Aprendeu a arte da pedraria, esculpia e lapidava pedras, habilidade que originou a Torre de Bollingen.


Aos 12 anos ele tomou um murro na escola. Quando ele caiu, um pensamento atravessou sua mente: “Agora eu não preciso ir mais para a escola! ”


E quando ele chegou em casa estava convencido de que não ia mais à escola, e não foi! No dia seguinte quando a mãe tentou forçá-lo a ir para a escola, ele teve uma crise histérica e não foi. Toda vez que tentavam tirá-lo de casa, ele dava um surto, assim ficou sem ir à escola por um ano.


Hoje associaríamos isso à síndrome do pânico.


O Jung desde cedo também percebia um chamado, ou Diamon.


Aos 13 anos ele ouviu o pai conversar com um amigo, que perguntou: O que acontece com seu filho?


E ele diz: não sei o que vai acontecer com ele, eu acho que esse daí não vai ganhar o próprio sustento!


Na hora que ele ouviu o pai falando aquilo e ele pensou “eu vou ter que me sustentar”. E Intuitivamente, ele foi para a biblioteca do pai, que não era uma biblioteca qualquer, o pai era pastor e era Doutor de línguas e de letras, tinha muita literatura muita filosofia, e começou a pegar intuitivamente alguns livros para ler. O primeiro livro foi de Schopenhauer. Ele lia e depois de um tempo desmaiava e depois fazia isso novamente e desmaiava de novo.


Ele foi percebendo que os desmaios ficavam cada vez mais espaçados e o tempo de desmaio era cada vez menor. E a partir do momento em que ele não desmaiou mais ele se tornou obsessivo em leitura.  Daí ele ficou lendo sem parar tudo que tinha na biblioteca do pai. Leu Schopenhauer, Nietsche, Kant, Goethe, todos os renascentistas, grandes filósofos. E ele foi entendendo sobre angústia, e começou a entender sobre ele mesmo, e percebeu que toda a base da psique humana está na filosofia, depois na antropologia e na sociologia.


A partir de então ele diz que a personalidade número 2 ganhou espaço em relação à personalidade número 1. E ele voltou a escola inteiro, presente, altivo, seguro e nunca mais ninguém mexeu com ele.


   Maturação


Ele cresceu tanto intelectualmente que um episódio escolar o acompanhou por toda vida. Um professor deu um trabalho sobre um tema que ele gostava muito e se dedicou e quando o professor pode dar nota, ia dando da melhor nota para a pior e a dele não aparecia, e no final o professor disse:


– E aqui tem o trabalho do Carl Jung que com certeza não foi ele que fez, foi um plágio se eu tivesse que dar nota seria maior nota, mas como não foi ele que fez, eu não posso dar. Apesar de que eu não sei de onde ele plagiou…


Aos 83 anos de idade Jung disse que se encontrasse esse professor o mataria, ou seja, ele carregou o complexo por todo esse tempo.


A partir daí ele se tornou cara forte e vigoroso. Esse tempo fora da escola foi um ano de imersão no inconsciente, muito importante no seu processo de maturação.


Aos 16 anos ele lê autores passando pela Escolástica, Aristóteles, São Tomás, Schopenhauer novamente…

O COMPROMISSO SOCIAL DA PSICOLOGIA NO BRASIL

 

TRABALHO DE ESTÁGIO BÁSICO I EM PSICOLOGIA

PROFESSORA: RAFAELA MARTINS

ALUNO: MARCELO BRAGA DA SILVA

23/11/2022

 

 

O COMPROMISSO SOCIAL DA PSICOLOGIA NO BRASIL

 

   A OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1946, definiu saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade.

   A sociologia compreende que "O Estado de bem-estar social é uma concepção que abrange as áreas social, política e econômica e que enxerga o Estado como a instituição que tem por obrigação organizar a economia de uma nação e prover aos cidadãos o acesso a serviços básicos, como saúde, educação e segurança. O Estado de bem-estar social visa reduzir as desigualdades sociais decorrentes do capitalismo para promover um modo de vida que leve uma condição mais humanitária às classes trabalhadoras e às camadas mais pobres da população. "

   Nesse trabalho de melhorar as condições humanas diminuindo as desigualdades sociais, a área da saúde está comprometida e organizada para atuar também nessa área.

   A Psicologia entra com o estudo do homem, considerando-se sua história, cultura e o seu ambiente. Estuda o homem tanto no nível subjetivo, quanto no nível interpessoal e na sua relação com o meio, de modo que tudo o que influencia a vida do homem ou está em relação com ele é objeto da Psicologia.

   Destaco abaixo alguns dos Princípios Fundamentais do “Código de Ética Profissional do Psicólogo” (agosto de 2005) pertinentes à proximidade do compromisso da profissão com o social:

“ I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

II. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

III. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.”

   Ainda no “Código de Ética Profissional do Psicólogo” em “das responsabilidades do psicólogo” destaco:

Art. 1 – são deveres fundamentais dos psicólogos:

d) Prestar serviços profissionais em situações de calamidade pública ou emergência, sem visar benefício pessoal;”

 

   Pois bem, hoje temos uma estrutura de nível internacional envolvendo acordos, conferências, tratados, comissões e organizações que regulamentam o que seria “desenvolvimento”, “desenvolvimento sustentável” e logo de início, se esclarece que “desenvolvimento” é de longe acumulação e geração de riquezas.

   Quando se refere hoje aos paradigmas do desenvolvimento, tais como sustentabilidade, a valorização da cultura, o espaço local, as relações sociais, a ética, a solidariedade e o meio ambiente estão inclusos.

   Um desenvolvimento que busque o crescimento econômico aliado à qualidade de vida, gerando, acima de tudo, benefícios sociais e culturais para a sociedade. Um desenvolvimento que seja mais democrático e participativo, respeitando as tradições, os costumes e as culturas locais, em contraposição a um modelo que visa à acumulação de riquezas, não importando que o resultado seja a geração de pobreza, exclusão social e desigualdades de todo o tipo.

   Dessa estrutura de desenvolvimento inclusivo a todos, histórica e cronologicamente, podemos citar alguns eventos:

·         O Clube de Roma, fundado em 1968, surge com o intuito de abrir caminho para o debate de um vasto conjunto de assuntos relacionados à política, à economia internacional e, sobretudo, ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.

·         Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, de 1972 realizada em Estocolmo

·         As discussões em torno de formas alternativas de desenvolvimento ganham amplitude em 1987, com o relatório “Nosso Futuro Comum”, organizado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente.

·         A partir da década de 1990, os parâmetros de um desenvolvimento sustentável ganham uma nova configuração com conferências como a Rio 92 e os encontros que se sucederam.

·         Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em 2012, no Rio de Janeiro.

  

   No entorno dessas discussões sobre a melhoria conjunta, social e democrática da população, a Psicologia aos poucos foi saindo de seu papel filosófico no momento do século XIX que antecedia Wundt às contribuições e engajamentos que hoje vemos na Psicologia Social e Comunitária. Mas para isso, o caminho percorrido foi longo.

   Ana Mercês Bahia Bock passeia no tempo ao discorrer sobre o desenvolvimento da Psicologia em nosso país.

   Relata o Brasil colonial de formação predominantemente jesuítica, que tinham claramente a finalidade de contribuir para o controle dos indígenas.

   Com a vinda da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro, grandes alterações sociais acontecem em uma cidade que se aglomera sem condições básicas de vida. Os conteúdos psicológicos aparecem então nas produções médicas para caracterizar as doenças da moral, presente nas prostitutas, nos pobres e nos loucos. É o período da criação dos grandes hospícios.

   Na primeira metade do século XX, luta-se pela modernização da sociedade brasileira. A defesa da educação, da difusão do ensino, das ideias escolanovistas, vão embasar as produções da época. A Psicologia vem, então, dar fundamentos e elementos para o desenvolvimento destas novas ideias educacionais.

   Em 1962, a Psicologia foi definitivamente institucionalizada, através da Lei 4119, que regulamentou a profissão no país. Cursos de Psicologia proliferaram no país, associações profissionais e científicas, campos de trabalho foram surgindo.

   Na década de 70, mais precisamente em 1979, os psicólogos, inicialmente em São Paulo, mas seguidos pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e, logo depois, Brasília, Ceará, Paraná, ocuparam ou criaram seus sindicatos. Os Conselhos foram em seguida ocupados por grupos mais progressistas.

   A década de 80 trouxe novos desafios aos psicólogos: a pequena, mas significativa, abertura do mercado de trabalho no serviço público de saúde. Estava dada a largada para um período em que os psicólogos iriam se perguntar e refletir sobre a relação de seu trabalho e do próprio fenômeno psicológico com a realidade social.

   Perguntei-me o porquê do envolvimento tão direto e necessário da Psicologia com a Sociologia na realidade brasileira e logo obtive resposta no texto de Ana Mercês. Em um antecipado resumo: somos o país da desigualdade social. Como tratar um suposto TDAH sem antes investigar se a criança está se alimentando em condições mínimas sugeridas pela FAO (órgão da ONU para a alimentação)?

   Considerando-se o PIB, o Brasil ocupa, hoje, o lugar de 10ª economia mundial. Entre 174 nações, o Brasil é a 10ª em produção de riqueza.

   Mas, se considerarmos, agora, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Brasil tem outra classificação: somos a 79ª nação. Somos a 86ª em educação; temos altos índices nas taxas de mortalidade infantil, analfabetismo, e baixos índices nas condições de moradia e saneamento básico, em atendimento à população. E 15,8% da população brasileira, ou seja, 26 milhões de pessoas, não têm acesso às condições mínimas de saúde, educação e serviços básicos.

   Nosso país vive um drama, o drama do descaso da política com os menos favorecidos, o drama da desigualdade social, o drama da violência, o drama dos altos impostos sem que haja o devido retorno em bens e serviços públicos à população.

   E o que nós, psicólogos temos a ver com isto?

   Nós, profissionais da vida, não podemos deixar de considerar esse quadro, pois é dele que tiramos as necessidades e demandas para a nossa profissão.

   Podemos acreditar que no conforto de nossos consultórios particulares estamos oferecendo um serviço de contribuição ou interferência para a melhoria das condições de vida – e, de alguma forma, numa pequena porção, sim – mas, não podemos camuflar as limitações sociais gritantes que interferem na qualidade de vida de todos, ricos e pobres, que sofrem com o descaso e desigualdade social institucionalizado em nosso país.

   Para finalizar, friso que, o trabalho do psicólogo deve apontar para a transformação social, para a mudança das condições de vida da população brasileira. Apontar no sentido de se caracterizar um compromisso, uma perspectiva ética da profissão.

   Uma minoria que, possuindo condições de comprar nossos serviços, foi por muito tempo usuária deles. Queremos agora dar a volta por cima e construir uma profissão identificada com as necessidades da maioria da população brasileira, uma maioria que sofre, dadas as condições de vida que possui; uma maioria que luta, dadas as condições de vida que possui. Identificar-se com as necessidades de nosso povo e acompanhar o movimento destas necessidades, sendo capazes de construirmos, sempre e permanentemente, respostas técnicas e científicas. É este o nosso desafio.”

 

  

 

 

·         Brasil Escola.

·         “A Importância da Psicologia Social Comunitária para o Desenvolvimento Sustentável” – Tania Maria de Freitas Barros Maciel e Monalisa Barbosa Alves.

·         “A Psicologia a caminho do novo século: identidade profissional e compromisso social” – Ana Mercês Bahia Bock

C'est Simple

 13.08.2022.


Eu chorava porque era um reflexo psicogênico resultante da interação entre as áreas do sistema límbico do cérebro que regulavam minha experiência consciente das emoções internas e das respostas fisiológicas. Só por isso eu chorava...


Eu sonhava porque eram mensagens enviadas pelo meu inconsciente, servindo de ponte entre os processos conscientes e não-conscientes que mantinham o equilíbrio de minha mente. Só por isso eu sonhava...


Eu sorria porque era uma expressão em face de um objeto, o qual era formado a partir do movimento dos músculos em volta dos olhos e da boca. Os risos, geralmente refletiam minha alegria, prazer ou conformidade. Só por isso eu sorria...


Eu me conformava porque me acomodava, me resignava, me submetia às circunstâncias. Submetia-me às coisas sem me revoltar com elas; conformava-me com situações de desespero. Aceitava as demandas dos vencedores. Só por isso eu me conformava...



Marcelo Braga

quarta-feira, 29 de março de 2023

Filmes e Psicopatologia

 Depressão


As Horas

Sylvia, Paixão Além de Palavras

Interiores

O Homem Errado

Pequena Miss Sunshine

Um Grande Garoto


Transtorno Bipolar


Mr Jones

As Loucuras do Rei George

Politicamente Incorreto

Sede de Viver

Amadeus

A Costa do Mosquito

Shine, Brilhante

Uma Mulher Sob Influência


Esquizofrenia


Estamira

Um Mente Brilhante

Visões de Um Crime

Spider, Desafie Sua Mente

Benny e Joon, Corações em Conflito


Transtorno de Ansiedade Generalizada


Adaptação

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

Estresse

Glória Feita de Sangue

Um Corpo Que Cai

O Franco Atirador

Sem Medo de Viver

Freud, Além da Alma


Autismo


Rain Man

Testemunha do Silêncio

O Enigma das Cartas

Um Certo Olhar

Loucos de Amor


Fobia Social e Fobias Específicas


Sonhos de Um Sedutor

Adaptação

Laura, A Voz de Uma Estrela

Um Corpo Que Cai

Dublê de Corpo

Marnie, Confissões de Uma Ladra


Transtornos do Sono


Clube da Luta

Insônia

Narcolepsia

Garotos de Programa

Vida Bandida

Moulin Rouge, Amor em Vermelho

Tá todo mundo louco! Uma corrida de milhões.


Transtorno de Pesadelo


Sonho Fatal

E o Vento Levou

Coração Valente

Sonambulismo

Donnie Darko


Transtorno de Pânico


Copycat, A Vida Imita a Morte

Máfia no Divã

Alguém tem que Ceder

Agorafobia

Uma Lição de Amor


TOC – Transtorno Obsessivo-Compulsivo


O Aviador

Melhor é Impossível

Os Vigaristas

Um estranho casal

Mais Estranho que a Ficção


TEPT – Transtorno do Estresse Pós Traumático


Nascido em 4 de Julho

Franco Atirador

Fantasmas da Guerra

Um Corpo que Cai

Sem Medo de Viver


Alzheimer, Outras Demências e Amnésia


Amnésia

Um Salto para a Felicidade

Como se fosse a primeira vez

Procurando Nemo

Iris

Longe Dela

Para Sempre Alice

O Caso Alzheimer

As Filhas de Marvin

Todos Dizem Eu Te Amo

Uma Segunda Chance


Transtornos Relacionados a Substâncias : Álcool


Farrapo Humano

Despedida em Las Vegas

À Sombra do Vulcão

28 Dias

Quando um Homem Ama uma Mulher

Frances


Transtornos Relacionados a Substâncias : Anfetamina


Réquiem para um Sonho

Johnny e June


Transtornos Relacionados a Substâncias : Cocaína


Tensão

Meu Nome não é Johnny


Transtornos Relacionados a Substâncias : Alucinógenos


Sem Destino

Medo e Delírio


Transtornos Relacionados a Substâncias : Opióides


Eu, Cristiane F, 13 anos, Drogada e Prostituída

O Homem do Braço de Ouro

Ray

Bird

Diário de um Adolescente

Longa Jornada Noite Adentro


Transtorno de Personalidade Borderline


Atração Fatal

Mamãezinha Querida

Igual a Tudo na Vida

Garota Interrompida


Transtorno de Personalidade Antissocial


Cassino

Monster, Desejo Assassino

Um Estranho no Ninho

Garota Interrompida

Gênio Indomável

Kalifórnia


TDAH


Impulsividade


Transtorno Desafiador da Oposição


Kids

Laranja Mecânica


Retardo Mental


O Garoto Selvagem

O Enigma de Kaspar Hauser

quarta-feira, 22 de março de 2023

SOCIEDADE DO CANSAÇO NA MODERNIDADE LÍQUIDA + o CONCEITO NIKSEN

 

SOCIEDADE DO CANSAÇO NA MODERNIDADE LÍQUIDA + o CONCEITO NIKSEN

Marcelo Braga 18/03/2023

 

   Um momento de velocidades absurdas, produção industrial estratosférica e esgotamento de recursos naturais e humanos, onde o desempenho (motivação) precisa sobreviver a qualquer custo.

  O conceito de modernidade líquida foi desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman e diz respeito a uma nova época em que as relações sociais, econômicas e de produção são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos.

   Byung-Chul Han (1959 - Seul) é um filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade de Artes de Berlim. Ele estudou Filosofia na Universidade de Friburgo e Literatura Alemã e Teologia na Universidade de Munique. Em 1994, doutorou-se em Friburgo com uma tese sobre Martin Heidegger. Influenciado também por Foucault, Freud etc.

   Em seu livro Sociedade do cansaço (2010), Han defende que o inconsciente social contemporâneo é dominado por um paradigma de desempenho, onde cada indivíduo se tornou empresário de si mesmo e está constantemente em busca de maximizar sua produção. Massivas campanhas na linha do slogan cunhado por Barak Obama, presidente estadunidense: “Yes, we can!” expressa com precisão o excesso de positividade falseada onde, o subemprego foi normatizado e, há uma possível glamorização a cercear esse ato de autoexploração.

  “ Sociedade do Cansaço” ou “Sociedade do Esgotamento” marca o sofrimento psíquico de uma época – essa em que vivemos. Para o autor, nossa época se configura como uma “violência neuronal”. Cita como resultado das exigências no âmbito organizacional, que inclui uma constante e inexorável motivação a plenos pulmões, o surgimento de sofrimentos psíquicos como a síndrome de burnout, TDAH e depressão.

   Essa “violência neuronal” subentende-se como um ato que tende padronizar a individualidade. Todos precisam ser do tipo psicológico extrovertido. Palavras da moda, expressões conceituais como: “gratidão”, “mindset” (configuração da mente), melhoramento cognitivo (sociedade do ‘dopping’), resiliência, autoconfiança, empatia, positividade entre tantas outras norteiam o arcabouço por vezes disfarçado de uma “sociedade pós-industrial” (Bell, 1999), “sociedade de controle” (Deleuze, 1992), “capitalismo cognitivo” (Negri e Lazzarato, 2001; Gorz, 2005), “biopolítica” (Foulcault) que ignoram a constituição psicológica e limitações individuais. Passam a um imperativo, uma imposição de performance e desempenho mediante a autossuperação intermitente – não há lugar para fracasso e se houver, o sujeito é o único responsável pelo mesmo.

   O autor também repara que a hiperatividade é sutilmente valorizada no próprio DSM. Na apresentação ao “Episódio hipomaníaco”, o DSM-IV-TR evidencia como o estado moderado de euforia e agitação – que não implica deficiência no funcionamento normal do indivíduo, não requer hospitalização nem apresenta características psicóticas – pode ser socialmente desejado: “(a) alteração no funcionamento em alguns indivíduos pode assumir a forma de um aumento acentuado na eficiência, realizações ou criatividade” (APA, 2002, p. 362).

   Uma vez que o aperfeiçoamento das habilidades ilimitadas para o sucesso profissional é lançada ao infinito, compreende-se, segundo Han, a elevação da saúde à condição de divindade, ou melhor, a “histeria” ou “mania da saúde” – uma perseguição patológica pela saúde. Em um aforismo sugestivo, o antropólogo estadunidense Marshall Sahlins (2004) sentencia: “um povo que concebe a vida exclusivamente como busca da felicidade só pode ser cronicamente infeliz.”

   Na linha do otimismo, podemos comemorar que o sono se apresenta como a única dimensão existencial ainda não colonizada (completamente) pelo capitalismo.

   Um desprezo total ao conceito holandês do “nada fazer” (niksen).  Em uma cultura onde estar sempre ocupado é visto como um valor e, nossa contemporaneidade nos presenteia com superestímulos, não fazer nada pode ser extremamente difícil para algumas pessoas – e até motivo de vergonha. Neste mundo de fluxo frenético de informações que oferecem mil possibilidades, temos o culto à superprodutividade: sempre somos estimulados e até coagidos a estarmos fazendo alguma coisa, indo a algum lugar, postando alguma coisa ou até pensando em alguma coisa útil. Vivemos em função da alta produtividade, e isso influencia até nossos momentos de laser. Quantas vezes você não preencheu seu tempo livre com coisas “produtivas” para não se sentir culpado? Seja ouvindo tal podcast, fazendo outro curso online ou assistindo a um vídeo inspirador que acrescente à sua produtividade? Bem, até ler um livro ou assistir a um filme se tornaram atividades ligadas a tal conceito. Não é à toa que, ao mesmo tempo, temos como consequência a síndrome de burnout, um distúrbio psíquico caracterizado pelo esgotamento físico e mental.

“Usamos muito mal nosso tempo, este recurso finito.”

   O conceito holandês niksen aplica um valor oposto a este mundo superprodutivo: reservar um tempo para não fazer absolutamente nada. A prática pode aliviar o esgotamento psicológico que experimentamos neste ciclo de produtividade e cobranças, dando tempo ao nosso cérebro para processar enormes quantidades de informações que recebemos todos os dias.

“Não fazer nada é uma arte.”

 

Fontes de consulta:

1.       Raquel Rapini Croffi de Camargo (jornalista)

2.       Artigo de Elton Corbanezi, professor do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Mato Grosso e pesquisador do grupo de pesquisa Conhecimento, Tecnologia e Mercado (CTeMe – IFCH/Unicamp)

3.       DSM IV

4.       Katie Krimer – psicoterapeuta

5.       “Sociedade do Cansaço” (2010) Byung-Chul Han

6.       “Modernidade Líquida” (1999) Zygmunt Bauman

7.       “Motivação e seus Impactos no Âmbito Organizacional Moderno” artigos das autoras: Kelly Justino de Souza e Dayse Maria Vasconcelos de Deus

domingo, 19 de março de 2023

O Compromisso Social da Psicologia no Brasil

 

TRABALHO DE ESTÁGIO BÁSICO I EM PSICOLOGIA

PROFESSORA: RAFAELA MARTINS

ALUNO: MARCELO BRAGA DA SILVA

23/11/2022

 

 

O COMPROMISSO SOCIAL DA PSICOLOGIA NO BRASIL

 

   A OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1946, definiu saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade.

   A sociologia compreende que "O Estado de bem-estar social é uma concepção que abrange as áreas social, política e econômica e que enxerga o Estado como a instituição que tem por obrigação organizar a economia de uma nação e prover aos cidadãos o acesso a serviços básicos, como saúde, educação e segurança. O Estado de bem-estar social visa reduzir as desigualdades sociais decorrentes do capitalismo para promover um modo de vida que leve uma condição mais humanitária às classes trabalhadoras e às camadas mais pobres da população. "

   Nesse trabalho de melhorar as condições humanas diminuindo as desigualdades sociais, a área da saúde está comprometida e organizada para atuar também nessa área.

   A Psicologia entra com o estudo do homem, considerando-se sua história, cultura e o seu ambiente. Estuda o homem tanto no nível subjetivo, quanto no nível interpessoal e na sua relação com o meio, de modo que tudo o que influencia a vida do homem ou está em relação com ele é objeto da Psicologia.

   Destaco abaixo alguns dos Princípios Fundamentais do “Código de Ética Profissional do Psicólogo” (agosto de 2005) pertinentes à proximidade do compromisso da profissão com o social:

“ I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

II. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

III. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.”

   Ainda no “Código de Ética Profissional do Psicólogo” em “das responsabilidades do psicólogo” destaco:

Art. 1 – são deveres fundamentais dos psicólogos:

d) Prestar serviços profissionais em situações de calamidade pública ou emergência, sem visar benefício pessoal;”

 

   Pois bem, hoje temos uma estrutura de nível internacional envolvendo acordos, conferências, tratados, comissões e organizações que regulamentam o que seria “desenvolvimento”, “desenvolvimento sustentável” e logo de início, se esclarece que “desenvolvimento” é de longe acumulação e geração de riquezas.

   Quando se refere hoje aos paradigmas do desenvolvimento, tais como sustentabilidade, a valorização da cultura, o espaço local, as relações sociais, a ética, a solidariedade e o meio ambiente estão inclusos.

   Um desenvolvimento que busque o crescimento econômico aliado à qualidade de vida, gerando, acima de tudo, benefícios sociais e culturais para a sociedade. Um desenvolvimento que seja mais democrático e participativo, respeitando as tradições, os costumes e as culturas locais, em contraposição a um modelo que visa à acumulação de riquezas, não importando que o resultado seja a geração de pobreza, exclusão social e desigualdades de todo o tipo.

   Dessa estrutura de desenvolvimento inclusivo a todos, histórica e cronologicamente, podemos citar alguns eventos:

·         O Clube de Roma, fundado em 1968, surge com o intuito de abrir caminho para o debate de um vasto conjunto de assuntos relacionados à política, à economia internacional e, sobretudo, ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.

·         Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, de 1972 realizada em Estocolmo

·         As discussões em torno de formas alternativas de desenvolvimento ganham amplitude em 1987, com o relatório “Nosso Futuro Comum”, organizado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente.

·         A partir da década de 1990, os parâmetros de um desenvolvimento sustentável ganham uma nova configuração com conferências como a Rio 92 e os encontros que se sucederam.

·         Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em 2012, no Rio de Janeiro.

  

   No entorno dessas discussões sobre a melhoria conjunta, social e democrática da população, a Psicologia aos poucos foi saindo de seu papel filosófico no momento do século XIX que antecedia Wundt às contribuições e engajamentos que hoje vemos na Psicologia Social e Comunitária. Mas para isso, o caminho percorrido foi longo.

   Ana Mercês Bahia Bock passeia no tempo ao discorrer sobre o desenvolvimento da Psicologia em nosso país.

   Relata o Brasil colonial de formação predominantemente jesuítica, que tinham claramente a finalidade de contribuir para o controle dos indígenas.

   Com a vinda da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro, grandes alterações sociais acontecem em uma cidade que se aglomera sem condições básicas de vida. Os conteúdos psicológicos aparecem então nas produções médicas para caracterizar as doenças da moral, presente nas prostitutas, nos pobres e nos loucos. É o período da criação dos grandes hospícios.

   Na primeira metade do século XX, luta-se pela modernização da sociedade brasileira. A defesa da educação, da difusão do ensino, das ideias escolanovistas, vão embasar as produções da época. A Psicologia vem, então, dar fundamentos e elementos para o desenvolvimento destas novas ideias educacionais.

   Em 1962, a Psicologia foi definitivamente institucionalizada, através da Lei 4119, que regulamentou a profissão no país. Cursos de Psicologia proliferaram no país, associações profissionais e científicas, campos de trabalho foram surgindo.

   Na década de 70, mais precisamente em 1979, os psicólogos, inicialmente em São Paulo, mas seguidos pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e, logo depois, Brasília, Ceará, Paraná, ocuparam ou criaram seus sindicatos. Os Conselhos foram em seguida ocupados por grupos mais progressistas.

   A década de 80 trouxe novos desafios aos psicólogos: a pequena, mas significativa, abertura do mercado de trabalho no serviço público de saúde. Estava dada a largada para um período em que os psicólogos iriam se perguntar e refletir sobre a relação de seu trabalho e do próprio fenômeno psicológico com a realidade social.

   Perguntei-me o porquê do envolvimento tão direto e necessário da Psicologia com a Sociologia na realidade brasileira e logo obtive resposta no texto de Ana Mercês. Em um antecipado resumo: somos o país da desigualdade social. Como tratar um suposto TDAH sem antes investigar se a criança está se alimentando em condições mínimas sugeridas pela FAO (órgão da ONU para a alimentação)?

   Considerando-se o PIB, o Brasil ocupa, hoje, o lugar de 10ª economia mundial. Entre 174 nações, o Brasil é a 10ª em produção de riqueza.

   Mas, se considerarmos, agora, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Brasil tem outra classificação: somos a 79ª nação. Somos a 86ª em educação; temos altos índices nas taxas de mortalidade infantil, analfabetismo, e baixos índices nas condições de moradia e saneamento básico, em atendimento à população. E 15,8% da população brasileira, ou seja, 26 milhões de pessoas, não têm acesso às condições mínimas de saúde, educação e serviços básicos.

   Nosso país vive um drama, o drama do descaso da política com os menos favorecidos, o drama da desigualdade social, o drama da violência, o drama dos altos impostos sem que haja o devido retorno em bens e serviços públicos à população.

   E o que nós, psicólogos temos a ver com isto?

   Nós, profissionais da vida, não podemos deixar de considerar esse quadro, pois é dele que tiramos as necessidades e demandas para a nossa profissão.

   Podemos acreditar que no conforto de nossos consultórios particulares estamos oferecendo um serviço de contribuição ou interferência para a melhoria das condições de vida – e, de alguma forma, numa pequena porção, sim – mas, não podemos camuflar as limitações sociais gritantes que interferem na qualidade de vida de todos, ricos e pobres, que sofrem com o descaso e desigualdade social institucionalizado em nosso país.

   Para finalizar, friso que, o trabalho do psicólogo deve apontar para a transformação social, para a mudança das condições de vida da população brasileira. Apontar no sentido de se caracterizar um compromisso, uma perspectiva ética da profissão.

   Uma minoria que, possuindo condições de comprar nossos serviços, foi por muito tempo usuária deles. Queremos agora dar a volta por cima e construir uma profissão identificada com as necessidades da maioria da população brasileira, uma maioria que sofre, dadas as condições de vida que possui; uma maioria que luta, dadas as condições de vida que possui. Identificar-se com as necessidades de nosso povo e acompanhar o movimento destas necessidades, sendo capazes de construirmos, sempre e permanentemente, respostas técnicas e científicas. É este o nosso desafio.”

 

  

 


·         Brasil Escola.

·         “A Importância da Psicologia Social Comunitária para o Desenvolvimento Sustentável” – Tania Maria de Freitas Barros Maciel e Monalisa Barbosa Alves.

·         “A Psicologia a caminho do novo século: identidade profissional e compromisso social” – Ana Mercês Bahia Bock

Continuo Gato

 26.11.2021


Nas assonâncias e dissonâncias  do idioma vida

Nas associações diretas e indiretas da compreensão existencial

Nas aferências e eferências de meu caminhar autônomo

Na preservação das referências e catarses literárias

Na concordância fonética e aliterações


Sigo plenamente, preservado em meus estímulos

Sigo grato, constituído em minhas referências.



Marcelo Braga

Alienígena Saudável

 Pouco sobrou do desarranjo ou, quem sabe muito?

Postei-me desruptivo ante tamanha negligência

...segunda metade da vida... ufa!


O que foi negligenciado?

Quem sabe nada? Fizeram o que sabiam fazer

Ninguém dá aquilo que não possui


Abusos sexuais, físicos: psicodinâmicos...

Culpa inconsciente que carregam

E eu, livre em minha segunda metade da vida


Ileso? Talvez... 


Secretamente disposto e já agindo nessa disposição

Intervindo na disforia; ressocializado em meu foco

Integrando-me em minhas desintegrações


Reconstituído, readmitido à vida.


Ao som de "Subterranean Homesick Alien" - OK Computer - Radiohead (1997)


Marcelo Braga


BUNKER DE ALVÍSSARAS SUSPEITAS

  12.02.2011. Nada que fale além do murmúrio das pedras que estalam no calor que as dilatam entre terrinhas e espinhos que crescem no escald...