Minha viagem começou recentemente
Permutei sóis com luas constantemente
Adiante nem sempre é ir pra frente
Retroceder nem sempre é andar pra atrás
Os estampidos de seu fuzil acovardam mais seus adversários
Que sua artilharia direta
Vejo bandeiras brancas em minha viagem
Vejo espíritos justos de almas claras
Nos ponteiros do relógio veja a calma do tempo
Nos carinhos que recebi, a resposta que desconfiava
Com uma gota de veneno se é possível contaminar toda a caixa d’água
Como com uma gota do mesmo veneno, criar mil ampolas de antídoto
Vejo ilusões e preços abusivos postos nas mesmas
Vejo desespero, loucura; doenças imaginárias
Nos calendários vejo a pressa do tempo
Nos carinhos que recebi, mãos que carregavam minhas bolsas
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