Ontem li sobre esse tema em forma de debate. Não tirei conclusões. Nem tirarei agora.
Entrou em pauta as rígidas proibições Lei Seca (federal) e a Lei antifumo (paulista).
Perguntava-se se o Poder público tem o direito de limitar a liberdade das pessoas de se fazerem mal.
Lógico que as respostas óbvias logo vieram: a pessoa tem o direito de ser fumante ativo, no entanto que não torne o outro em um fumante passivo. A pessoa tem o direito de beber, conquanto que não assuma a direção do veículo e provoque acidentes.
Portanto, somos livres para fazermos mal a nós mesmos sem atingirmos diretamente os outros.
Entrou então uma questão que achei sensacional: mas o cara que fuma custa muito mais à saúde pública. O cara que bebe custa muito mais à segurança pública. Então a pessoa que faz mal apenas a si mesmo, ainda assim onera os impostos que são repartidos entre aqueles que não fazem mal a si mesmos.
Sou fumante e bebo. Então indiretamente, mesmo respeitando os locais para a prática das baforadas e não guiando um carro alcoolizado, ainda assim sou um peso para a sociedade.
Quando comecei a fumar, veiculavam-se nas mídias, anúncios de marcas de cigarros. Hoje não existem mais. Ainda existem anúncios de cervejas. De bebidas quentes parece que só em certos horários. Daqui um tempo não haverá mais anúncios de cervejas em certos horários. Depois sumirão todas essas propagandas e patrocínios.
Bem, a partir daí a sociedade começará a cobrar dos governos, ruas livres sem os carros emissores de gases que agridem seus pulmões, a proibição de fast foods que causam a obesidade e outras doenças, e etc e etc.
A coisa nunca terá fim. Nada nunca se resolverá a tempo. E o ser humano entrará em extinção! Isso porque eu disse que nesse pequeno ensaio eu não tiraria nenhuma conclusão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário