PEQUENA MENINA
Em francês, fica belo: PEQUENA MENINA; talvez em outros idiomas que desconheço (logicamente; não sou nem “biliglota”) também seja belo. Fiquemos com Petit Fille, fiquemos no francês; por sinal, pronúncia mais sofisticada dos idiomas já por mim ouvidos e de uma musicalidade apaixonante, não excluindo da lista os demais idiomas latinos e os anglo-saxões que também tanto me agradam.
Esse livro reunirá, denunciado em palavras gravadas e impressas, o sentimento comum da maioria dos homens quando na ocasião do nascimento de sua filha, levando-se ainda em conta que, tendo tido anteriormente dois filhos homens em situações envolventes e despreparadas (na verdade nunca estamos preparados para nada nessa vida, assim penso...), não os pude por motivos e circunstâncias diversas e adversários criá-los além de fazê-los (somos quem para “fazê-los?”), e agora me parece mais que propícias as condições mínimas possíveis para a formação de uma família contida e solidificada num relacionamento de paz e envolvimento diário, num pacote de planos e anseios amadurecidos devido, talvez aos meus 34 anos de ineficácia e frustrações familiares. Como num GRITO de reformulação de hábitos, conceitos e interesses.
Ainda não sei que formato, estilo e caminho trilharão tais textos. Primeiro livro escrito assim por mim, pelo começo e de começo incerto em sua própria evolução, com o desconhecimento total de sua trajetória, itinerário, porém com uma certeza: LIVRO EXPLOSÃO! Explosão máxima da minha emotividade; conectividade com outros livros, como por exemplo, minha autobiografia “precipitada” que segue emparelhada ao mesmo num atraso de poucos dias do início de Petit Fille.
O sono me derrubou abruptamente agora, amanhã devo concluir tais inusitáveis perplexidades temporãs de minha paixão declarada ao presente na forma de pequeno anjo oferecido-me pela Providência (viu, não sou ATEU...) numa ocasião desejada demais, porém repetidamente inesperada.
Conclua tal página com a seguinte formulação: vivo um momento único, digno de ser documentado, comentado e festejado; esparramando-me pelos recônditos de minhas limitadas reentrâncias emocionais tão manifestadas visualmente, pouquíssimas vezes abertas a visitações e, tais palavras, ocasionalmente escritas numa “soberba” transliteração de códigos poéticos e emblemáticos de minha maior fortuna, minha piccola bambina!
Ana Julia, assim fora do seu primeiro ano de vida, coisas que você nunca saberia...
Marcelo Braga
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