15.02.2006.
Antes me seria tipo diário
Mas sem tempo perdeu-se em conciliações com minha insatisfeita ironia
Que qualquer outra coisa...
Antes me seria carta de amor
Porém entre tantos utópicos amores delineados, virou arquétipo, maquete
Que qualquer outra coisa...
Antes me seria livro de filosofia
Mas de tão vã e filosofia barata tornou-me mais papo de botequim
Que qualquer outra coisa...
Antes eu seria apenas desabafos
Foi tão pouco isso e recebeu tantos códigos que mais enigma
Que qualquer outra coisa...
Ants me seria apenas esforço
Entretanto foram-me surgindo tão mágica e facilmente as palavras
Que qualquer outra coisa, hoje, sigo escritor.
Márcio Braga
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