Essa teoria se refere àquele clássico
modelo da “gaiola
de ratos”, que possui um labirinto e, no final do
labirinto, uma dose de nicotina – ou outra droga qualquer. Os ratos usavam a nicotina até morrerem e renunciavam,
até mesmo, à alimentação. O prof. de psicologia Bruce Alexander, em Vancouver
- Canadá, refez os experimentos e descobriu que, ao serem inseridos diversos outros elementos na
gaiola, além de drogas, não necessariamente os ratos se tornariam dependentes2. A conclusão é que os ratos utilizarão as drogas quando não existir
relação com outros ratos,
quando não houver um meio de vida mais saudável, quando houver
monotonia/marasmo ou quando não houver nenhuma outra opção.
Com base nisso, posteriormente, foi desenvolvido o PRINCÍPIO DA CONEXÃO3. Esse princípio, apresentado por Johann
Hari, estabelece que o oposto de vício não seria sobriedade, mas seria
conexão. Para Johann Hari, as relações sociais, afetivas, familiares e o modo de vida que o adicto criou são os fatores que dão sustentação à adicção. Assim,
o uso de drogas/álcool poderá ser interrompido quando for alterado o meio de vida que culminou com a adicção. Dessa forma, a abstinência exige que sejam realizadas novas conexões abstêmias. A conexão com a
ideologia abstêmia tende a sedimentar a abstinência; por sua vez, a conexão com ideologias adictas
tende a gerar a adicção.
O livre arbítrio é determinante
tanto para o uso quanto para a abstinência do uso de drogas4. A conclusão do
experimento foi a de que “o problema está na gaiola, e não nas drogas”.
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1 Tema apresentado no Livro e Ebook:
ZIEMMERMANN, Péricles. Teorias abstemiológicas. 1ª ed. Curitiba/PR: Edição do autor, 2019.
151 p.; 14 X 21 cm. ISBN: 978-85-924432-2-1. Distribuído pela Editora Simplíssimo.
2 Esses temas também estão apresentados no Livro e Ebook:
ZIEMMERMANN, Péricles. Princípios abstemiológicos. 1ª ed.
Curitiba/PR: Edição do autor, 2019. 165 p.; 14 X 21 cm. ISBN 978-85-924432-1-4.
Distribuído pela Editora Simplíssimo.
3
Princípio proposto por Johann Hari.
4 Aqui é importante a noção de liberdade apresentada por Viktor Emil Frankl (1905-1997).


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