01.12.94.
Rasgo mais uma folha, escrevo outra frase
Que insiste em virar poesia
Discordo, a caneta insiste
Outra folha virgem...
O relógio segue marcando minhas horas
Horas de abstração, quase celestes
Em que me aficiono, insisto em viver
Nada melhor que viajar...
Viajo, louca e rápida viagem
Sem ervas, pós, cogumelos
A música, a poesia, a musa
Me ocupam nessa viagem
Vou me olhando por dentro
Procurando meus absurdos
Não me vejo, tem hora
Há horas que não me vejo
Já não me vejo a horas...
Marcelo Braga
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