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quinta-feira, 14 de novembro de 2024

SEM ERVAS, PÓS e COGUMELOS...

 01.12.94.


Rasgo mais uma folha, escrevo outra frase

Que insiste em virar poesia

Discordo, a caneta insiste

Outra folha virgem...


O relógio segue marcando minhas horas

Horas de abstração, quase celestes

Em que me aficiono, insisto em viver

Nada melhor que viajar...


Viajo, louca e rápida viagem

Sem ervas, pós, cogumelos

A música, a poesia, a musa

Me ocupam nessa viagem

Vou me olhando por dentro

Procurando meus absurdos


Não me vejo, tem hora

Há horas que não me vejo

Já não me vejo a horas...


Marcelo Braga


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