01.12.94.
Justiça seja feita à mais tímida poesia
Que ousa descrever segredos do corpo da amada
Com pureza, muita cortesia
Que torna a clara tez corada
Justiça seja feita à mais esquecida poesia
Que deságua mares de elogios ao amor
Com o ímpeto da corrosiva maresia
Fazendo do preto e branco uma tela multicor
Justiça seja feita aos mais de mil poetas
Que fazem da caneta seu instrumento
Que revela, narra, interpreta
Seus mais oportunos momentos
Marcelo Braga
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