17.07.93.
Ao léu, ao desdém
Para onde bem queira, te leve o vento
Tal seja o desfeitio da súbita azáfama
Que se perturbe o cenho indignado!
Aos lunáticos, aos sórdidos
Intrometa-se tenaz
Em cadências doutras freguesias
Permita-se o pomposo desfilar da degeneração
Nessa terra consumida por fogo
Engajada na extinta supremacia clerical
A mesma: ruidosa
Nos diz-que-diz-que dessa imprensa
À deriva, à impertinência
Incúbitas, súbitas e pútridas linguagens
Que entornem por onde proporem circundar
Emoldem-se a possíveis possibilidades
Probabilidade para a prática do probo
Do engodo, que daltoniconizem-se as cores
Que nossos olhos não percebem
Finjam as emoções seu ludibrio
Nessa linguagem rude e popular
Expressões quadradas e desejadas
Nossos tímpanos sempre preferiram e
Ao lejo nos fez pastar
Sem que vejamos distorções
São só loucuras essas juras e perjuras
De lonjuras os sonhos e vidas que se vivem ao mister
Onde o mistério do querer transborda
Ao indiferente
Enfim
Nesse vento que nos leva junto à grande turba
Possamos ante o destino que nos enleva
Expandir nossa tímida e recatada sofreguidão
No subterfúgio de véus e máscaras
Que nos assombram, entranham e
Nos estranham
Marcelo Braga
Nenhum comentário:
Postar um comentário