11.10.96.
Glória exposta nesse nu enigmático
Exporta sede nos olhares bravios
Transcende os passos do pisar ansioso
Alimenta a chama desses pavios
Não conheço Glorinha, nem mesmo nua
Sua sensualidade me suspende
Nunca a vi senão ao longe, quieta na sua
Minha ansiedade não se compreende
Glorinha me instiga a tocá-la, prová-la
Meu quadrado rosto se altera no previsível
A sede renuncia meu ímpeto
Mas curioso prossigo na marcha do possível
Quero mais que nunca toda a Glória
Reconhecimento nessa luta com as letras
Dispor-me do píer, distante nesse noturno cais
Com Glória, trocar minhas fases incertas
É sonho de qualquer poeta
É viração de milênio
Aspiração asteca
Manifestação do gênio!
Desejo de vida: viver para sempre
Deixar traços, ser percebido
Trabalho explícito, medieval!
(pretensão de encarar o sol!)
Marcelo Braga
Nenhum comentário:
Postar um comentário