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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

COMO SEMPRE

 27.07.96.


Como sempre, faz frio e é noite

Como sempre, a música não pára

Como sempre, como sempre meu feijão!


Como sempre, o choro é fugaz

Como sempre, as letras são fatais

Como sempre, como sempre meu feijão!


Como sempre e não paro

Como sempre, é noite e é fria

Como sempre, as letras são faíscas!


No tinir dos dentes que rangem

No zunir dos entes que emanam

Nesse sempre obtuso prazer de ser


Marcelo Braga


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