27.07.96.
Como sempre, faz frio e é noite
Como sempre, a música não pára
Como sempre, como sempre meu feijão!
Como sempre, o choro é fugaz
Como sempre, as letras são fatais
Como sempre, como sempre meu feijão!
Como sempre e não paro
Como sempre, é noite e é fria
Como sempre, as letras são faíscas!
No tinir dos dentes que rangem
No zunir dos entes que emanam
Nesse sempre obtuso prazer de ser
Marcelo Braga
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