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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

COMO QUE ABORTADO DE UM MUNDO QUE NÃO COMPREENDI

 11.02.04.


Prefiro sonhar que as possibilidades existem

Prefiro crer no descanso

Ainda que haja lágrimas

Sinto algo de bom nessas lágrimas

Ainda que um tanto entorpecido

Sinto alguma paz nesse torpor

Renovam-se ou manquejam minhas aspirações...


Não foi um simples contato

Um mero esbarrão, um toque

É coisa de alma, sensibilidade


Seria mesmo o começo de minha jornada?

Ou o fim, como que abortado de um mundo que não compreendi?


Até então soube muito pouco da felicidade

Mas coube-me pedaços dela viver e

Crer que possibilidades existem


Algo mágico nessa madrugada

Inesquecivelmente alma

Onde acordei projétil

Onde acordei combustível

Como que, num palco; cenário experimental

Num dia talvez próximo, o fim da inércia

Preciso NUTRIR, GERAR, PRODUZIR!



Marcelo Braga



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