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terça-feira, 29 de outubro de 2024

COM PARENTES - Tios e Primos

 • com tios e primos:

   Numa convivência maior com os tios e primos cariocas, maternos no caso, em especial com tio Paulo, como já citado anteriormente; lembranças antigas dos anos 70 na Praça Seca onde brincávamosmos juntos, início dos anos 80 no Pechincha quando ele voltava do serviço e pedia que eu comprasse um maço de Minister, dois choquitos e um litro de Coca-Cola e recentemente, em 2003 morando com ele, sua filha Juliana e sua esposa Carmem em Botafogo. Meu gosto excessivo por música deve-se muito a tio Paulo. Trabalha como motorista bilíngue de diretoria de multinacional. Sua filha Juliana, de temperamento bem Braga, canceriana de modos poéticos e apaixonados, cursando faculdade de letras.

   Em ordem descendente de convívio, tia Aline, irmã mais nova de minha mãe. Lembranças apenas do Bairro Pechincha. Seu nervosismo excessivo claramente notado em seu falar e gesticular, sua “mania de limpeza” e suas brigas sem fim com minha mãe. Como todos, também trabalhadora, tendo trabalhado em lojas de shopping e em banco. Mãe de Rafaela, prima que nada convivi, linda, apaixonada por desenho e muito inteligente.

   Tio Carlos, o mais bem sucedido financeiramente da família. Trabalhou, digamos, a vida toda numa empresa de cabos telefônicos, sendo engenheiro chefe. De uns anos para cá, garimpa em outras empresas e em outras ocupações como dono de padaria e dono de pesque-e-pague. Mudou-se do Rio recentemente para Brasília, cidade onde residem seus sogros. Seus filhos, André Ricardo e Carlos Eduardo, atualmente independentes e distantes da família por precaução. Tive em minha infância, bastante convívio com tais primos, tendo morado por quatro meses no bairro do Tanque, também em Jacarepaguá, num período de experiência, onde tia Elza tencionava, eu acho, me educar segundo seus sábios e certeiros princípios. Na época eu tinha oito anos e não me adaptei ao seu regime de horários e requinte, tendo então sido “devolvido” à minha mãe. 

Nossas idas num sítio que tio Carlos possuía na Barra da Tijuca, que apenas começava a ser habitada; nossos passeios no Alto da Boa Vista e no Barra Shopping e nossas brincadeiras, já que éramos quase da mesma idade, foram constantes. Tio Carlos era em quem eu tinha confiança para me tirar o ferrão dos marimbondos da Praça Seca.

   Dos cariocas, por último, tio Fernando, o mais velho. Foi ele engenheiro naval, hoje está encostado. Minhas primas, Patrícia e Márcia são professoras. Hoje tio Fernando, “assustadoramente” parecido fisionomicamente com meu avô Sildo. Lembro de tio Fernando e automaticamente de sua casa no Jardim Boiúna e o cheiro de seu Chevette zero, também no início dos anos 80. Algumas vezes fui em sua casa e brinquei pouco com sua filhas que, além de meninas eram mais velhas.

   Todos meus tios herdaram a natureza nervosa e agressiva de meu avô Sildo, e em alguns momentos, a queda para a loucura de minha avó Leda.

   Indo agora para São Paulo, tia Zuleika. Algum contato no início dos anos 90, principalmente quando lá morei. Lembrança de uma festa de um de meus primos quando meu pai me levou a São Paulo por volta de 1986. Mãe de três filhos, casada com Paulo, com quem vendia pôsteres de porta em porta. Por fim em 1998 quando morei nos fundos da casa de minha falecida avó Joana Gomes, tendo Zuleika na casa da frente e minha ex-mulher Maria Marta em constante guerra com a mesma. De lá tivemos que sair e assim terminar nosso regresso na época de Rondônia com escala em São Paulo. Zuleika fora testemunha ocular das maldades de sua mãe, minha avó Joana com meu avô João Batista no início dos anos 70.

   Seu irmão mais velho, Clóvis, também mais velho que meu pai, foi-me de igual modo em situação conturbada. Morei em sua casa quando em minha chegada a São Paulo em 1991, ocasião em que eu havia largado o serviço missionário. Lá morávamos eu, Clóvis, sua esposa, seus 5 ou 6 filhos, não me lembro bem e mais um amigo de um desses seus filhos numa casa diminuta numa favela em Vila Brasilândia. Esse meu tio, de uma natureza cruel e de atitudes agressivas como o meu pai, passou vinte e tantos anos sem visitar ou falar com mãe na rua, devido às agruras que passara na infância e por último ao descobrir que a mesma havia acelerado o processo diabético em seu pai. Clóvis só voltou à casa de sua mãe na ocasião em que ocorria o enterro da mesma para pegar suas armas e outros objetos de valor. Teve derrame e estava numa cama a última vez que o vi, se não me engano, em 1993.

   Por último, tia Lígia. Apenas em raras ocasiões. Morou com minha avó Joana até seus trinta e poucos anos. A mais nova e a mais parecida fisionomicamente com meu pai. De desenvolvimento retardado, casou apenas com a aproximação de seus quarenta anos, tendo ido para a Bahia com seu noivo num caminhão lotado de eletrodomésticos que comprou no nome e com os documentos de sua mãe, recentemente falecida.

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