30.08.2011.
Sou voz de falas vagas e inócuas em divagares afônicos e
Gritos abstratos
Sou voz sem razão de falas inventivas daquilo que não sinto e
Sinto muito
Paranóia crepuscular de idéias dissipadas que confunde leitores e
Devaneios
Meu espírito é distraído e desocupado no canto do fado
Enfados
Minha reflexão é tardia, sem matures e introspectiva
Lucubrações
Penso mergulhado em minhas mediocridades desatenciosas e
Pretensiosas
Indisciplinadamente dou golfadas de um abismo cerebral e
Incógnitas aflitivas
Sou voz filosófica, ébria, que monopoliza minhas várias amplitudes e
Imersões
Sou aquilo que chamam de latinidade
Marcelo Braga
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