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terça-feira, 27 de agosto de 2024

Princípios Abstemiológicos 60/81

 Princípios Abstemiológicos 60/81


PRINCÍPIO DO LIMITE DO ASSISTENTE E DO ASSISTIDO


Esse princípio é dirigido aos COABSTÊMIOS. Um fato que gera muita frustração e decepção ao assistente é quando  o  assistido  não  consegue fazer mudanças. Quando isso acontece, é preciso deixar o assistido  seguir seu próprio caminho, mesmo que o assistente discorde e saiba que o assistido irá “quebrar a cara”. A única coisa que o assistente pode fazer é colocar-se à disposição para apoiar o assistido quando ele voltar e desejar seguir o tratamento. É a técnica do “entregar para o destino e abençoar”. No caso do assistente ser  um  parente  próximo,  como,  por  exemplo, os pais que cuidam do filho,  isso  será  muito  mais  complicado. Primeiro por fatores emocionais e, depois, porque os pais nem sempre são técnicos/profissionais    o    suficiente    para    compreender    quando    estão ajudando ou quando estão  – inconscientemente  – dificultando  a evolução do seu filho abstêmio. Aqui, nesse ponto, é muito útil a técnica da Ponte  de Ouro1.

Lembre-se: mesmo quando o assistido se afasta do tratamento, ainda existe possibilidade de que ele fique em abstinência, embora tal conduta, empiricamente, se mostre pouco provável. É preciso preservar a integridade física, psicológica, energética e espiritual do assistente. Em relação aos assistidos, o foco central é modificar as IRRACIONALIDADES COGNITIVAS, já que elas reduzem o discernimento e a lucidez. Todos possuem limites e esses limites devem ser respeitados para evitar mais conflitos.


PÉRICLES ZIEMMERMANN


1 Essa técnica, apresentada no livro “Abstemiologia: primeiro tratado abstemiológico brasileiro” sinaliza  que  deve haver uma linha de comunicação entre os familiares coabstêmios com mega-abstêmios (grupo anônimos entre familiares-abstêmios). Isso fará com que os familiares possam conversar  com  pessoas  que  estão  abstêmias  por longos períodos e compreenderem alguns fenômenos que ocorrem durante o processo abstêmio. A técnica propõe que sejam realizados grupos de ajuda (grupos anônimos) entre familiares e abstêmios  e  não  apenas  os  tradicionais grupos que existem familiares-familiares ou abstêmios-abstêmios.




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