13.09.2011.
Carrego um tribunal dentro de mim
Onde residem céu e abismo
Nada é suficiente para me orientar
Incorro nos mesmos erros e advertências
Desnorteio meu caminhar propositalmente
Pondero quando já feito o ocorrido
Responsabilizo-me e juro nunca mais
Coordeno minha personalidade e
Em lapsos de memória ponho tudo a perder
Pauto normas e determinações e
Quando menos espero estou perdido
Violo meu próprio íntimo
Progrido e regrido num mesmo passo
Sou bom e ruim num mesmo espaço
O concreto e o abstrato numa só tela
Quando maturo, logo apodreço
Peculiar são meus avanços retrógados
Sou assim, eu acho...
Marcelo Braga
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