11.11.2011.
Meus mais antigos sons vieram cruzando o Atlântico
Geneticamente talvez ou quase certo que sim
Vieram de Munique, de Praga, de Braga, do Porto
Molharam como o barco que sangra
Minha alma, meu rosto
Meus mais antigos sons vieram cruzando o Atlântico
Em forma de saudade ou quase certo que sim
Vieram de Pamplona, de Bilbao, de Nassau, de Budapeste
Encharcaram-me como o barco que rasga
Meu estremecer, minha intempeste
Hoje sigo autônomo por esse mar
Em meu canto pessoal e único
Na secretividade de meu íntimo emocionar
Em meu quarto fechado e úmido
Ao som de Mariza (fadista contemporânea)
ÚLTIMO TEXTO DE MEU NOVO LIVRO:
FADÁRIO HÍBRIDO
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