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domingo, 16 de junho de 2024

A carreira alcoólica de Bill W.

 

A carreira alcoólica de Bill W.


acompanhou integralmente o período da Lei Seca desde sua proposta até a sua revogação.

Na data da apresentação da proposta, em 08-09-1917, Bill W. estava com 21 para 22 anos de idade e era ainda um neófito nas artimanhas do álcool. Tinha começado a carreira alcoólica quando foi promovido de cadete a segundo-tenente naquele mesmo ano; até então ele nunca tinha bebido. Seu batismo alcoólico aconteceu no verão desse ano, numa festa social promovida por Catherine Grinnel, de uma rica família de New Redford. Ofereceram um “Bronx”, que é uma mistura de gim, vermute seco e doce e suco de laranja. Bill surpreendeu-se aceitando a bebida. Tímido e com complexo de inferioridade, seu embaraço era tanto que simplesmente teve que tomar aquele gole. Este gole resultou no primeiro porre; descobriu o “elixir da vida” e, nas suas palavras, Bill foi um bebedor excessivo desde o início. Ele nunca atravessou nenhum estágio moderado ou qualquer período de bebedor social. Sem a bebida, Bill sentia-se novamente inferior.



Em janeiro de 1918, os EUA estavam totalmente envolvidos na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e Bill poderia ser mandado para a Europa a qualquer momento. Por este motivo decidiu se casar com Lois Burnham (1891-1988), com quem estava namorando havia três anos. O casal vai morar no apartamento mobiliado que Bill havia alugado em New Bedford.

Um dos aspectos dessa nova vida social permaneceu desconhecido para Lois até descobri-lo enquanto ainda estavam em New Bedford. Bill se lembra de que, durante esse período, deve ter saído do ar pelo menos uma vez a cada três festas. Certa noite Lois, ficou chocada ao ouvir os companheiros de Bill no Exército contar como o haviam arrastado para casa e posto na cama. Mesmo assim ela não ficou perturbada a respeito disso, confiando em que poderia persuadi-lo a voltar à sua antiga abstinência. “Eu tinha certeza de que viver comigo seria de tamanha inspiração que ele não precisaria de álcool”.



Nas recordações desse período, Bill mencionou frequentemente seu medo de ir para a guerra e a vergonha que sentia em relação a esse medo.

Num dia do mês de agosto embarcou no Lancashire, um navio inglês de transporte de tropas, rumo à Inglaterra. Bill foi enviado para a França, onde descobriu que o vinho francês podia provocar os mesmos efeitos que a bebida de New Bedford. Em fins de 1918, a guerra estava esmorecendo, e a unidade de Artilharia de Bill foi estacionada em uma cidadezinha montanhesa, longe da frente de combate, até que o Armistício foi assinado (11/11/1918). Seu batalhão continuou na França até a primavera de 1919 e Bill estava apenas começando a gostar do vinho francês quando finalmente  foi  embarcado  de  volta  para  casa,  para  ser desmobilizado.


Em maio de 1919, ao dar baixa do Exército, Bill descobriu-se como um homem livre. Imensamente ambicioso em relação a si próprio, cheio de grandes sonhos sobre o futuro e, não tendo planos para o presente, como muitos outros veteranos da guerra, achou difícil se readaptar à vida civil. Uma vez que não havia concluído nenhuma faculdade e não estava treinado para nenhuma profissão, também teve dificuldade para encontrar emprego.


O pai de Lois, o Dr. Clark Burnham, com quem Lois e Bill estavam morando porque não tinham condições de pagar aluguel, usou sua influencia para empregar Bill como auxiliar no departamento de seguros na Ferrovia Central de Nova York, cujo encarregado era seu cunhado Cy Jones. Bill considerou isso um rebaixamento para quem tinha sido um oficial, e foi duro de aceitar ordens, especialmente vindas de um cunhado. Trabalhou lá alguns meses e acabou sendo despedido.


Seguiu-se um período de “fracassos e colapsos” na sua busca por outro emprego. Achou um num dos cais centrais de Nova York como ajudante de carpinteiro que o obrigava a acordar muito cedo. Ao se negar a filiar-se ao sindicato foi ameaçado e saiu do emprego. Entrementes, a bebida ia aumentando.


Para dar um tempo a si mesmo e afastá-lo da bebida, Lois convenceu Bill a fazer uma excursão com ela ao Maine passando por vários lugares – na verdade a primeira das inúmeras fugas geográficas. Em seu diário, Lois afirma que estavam felizes e despreocupados.


Depois que voltaram para o Brooklyn, Lois achou um emprego na Cruz Vermelha, como terapeuta ocupacional no Hospital Naval do Brooklyn – curso que tinha feito enquanto Bill esteve na Europa. Ao contrario de Bill, ela nunca teve problemas para manter o emprego.


Bill também encontrou finalmente um emprego como investigador de fraudes e falcatruas cometidas contra a United States Fidelity and Guaranty Company. Desistiu de tornar-se engenheiro, e matriculou-se nos cursos noturnos da Escola de Direito do Brooklyn.


Embora a vida em comum dos Wilson já fosse atrapalhada pela bebida de Bill no inicio da década de 1920, foi também uma época de crescimento. Bill continuou estudando Direito durante mais três anos e cumpriu as exigências necessárias para a obtenção de um diploma. Deveria aparecer para recebê-lo no ano seguinte, mas nunca apareceu.


O casal queria muito ter um filho e, durante o verão de 1922, Lois ficou grávida. Essa foi a primeira das três gravidezes tubárias, ou ectópicas – em que o óvulo se desenvolve fora da cavidade uterina, p. ex. na trompa de Falópio - que ela sofreria. Depois do segundo insucesso foram obrigados a encarar o fato de que nunca teriam filhos naturais. Anos mais tarde, quando a situação financeira melhorou, o casal solicitou a adoção de uma criança. Depois de muita espera receberam a resposta de que uma criança adequada ainda não tinha sido encontrada. Bill sempre teve a certeza confirmada por Lois depois de sua morte, de que não lhes entregaram uma criança devido à sua bebida. Na U. S. Fidelity & Guaranty Company, Bill estava mostrando ser um investigador capaz. A grande expansão do mercado de ações da década de 1920 estava apenas começando e as pessoas já ganhavam fortunas nesse mercado. Bill sentiu-se atraído por esse excitante mundo novo. Vivendo modestamente, o casal tinha economizado 1000 dólares que foram aplicados em algumas ações muito baratas que logo apresentaram grande elevação, conforme as previsões de Bill decorrentes de suas observações. Ele notou que, embora muitas pessoas ganhassem muito dinheiro comprando e vendendo ações com base em informações escassas, outras perdiam muito pela falta dessas informações. Com base nesse raciocínio, Bill tornou-se um dos pioneiros em um novo ramo da economia: o analista de mercado – uma ideia incomum à época, mas que hoje seria impensável comprar ações de uma empresa sem contar com a orientação desse profissional. Essa atividade implicava na elaboração de relatórios baseados na investigação de empresas e gerentes, viagens prolongadas, diárias de hotel, etc. Ele conseguiu interessar o especulador Frank Shaw, marido da melhor amiga de Lois, que embora não o patrocina-se mostrou interesse em ver os relatórios quando prontos.


Para Lois a ideia de viajar foi uma benção “Eu estava tão preocupada com a bebida de Bill que queria afastá-lo de Nova York e de seus bares. Tinha certeza que durante um ano ao ar livre eu seria capaz de corrigi-lo”. O casal tinha uma motocicleta Halley Davidson equipada com sidecar. Lotaram a moto com todos os equipamentos de acampamento, além de livros de consulta financeira e partiram.


Estamos em 1925. Bill fez seus relatórios, conheceram lugares, divertiram-se, e assim o ano que o casal passou na estrada e, excetuando alguns raros episódios de bebida pesada, resultou naquilo que Lois havia esperado ajudando a retardar o alcoolismo de Bill. Num desses episódios Lois decidiu também ficar bêbada para “levantar um espelho na frente dele e mostrar-lhe como uma pessoa ficava ridícula quando estava bêbada”. Bill achou muito divertido, a ainda a encorajou a beber mais. Ela ficou tão ruim que mal conseguiu levantar a cabeça.


Frank Shaw ficou impressionado com os relatórios e investiu pesado nas empresas recomendadas. Bill recebeu sinal verde para observar outras empresas e indústrias e autorização para sacar dinheiro contra preço em ascensão de algumas ações. Viajaram agora para o sul em sua motocicleta.


Em junho de 1926, voltaram para o Brooklyn. Seus relatórios financeiros estavam comprovando ser enormemente bem-sucedidos. Era o limiar daquilo que parecia ser um dos períodos mais excitantes de sua vida. Segundo sua descrição: “Durante os anos seguintes, a fortuna jogou dinheiro e aplausos no meu caminho. Eu havia conseguido. Minhas avaliações e minhas ideias foram seguidas por muitos, ao som dos milhões em papeis. A bebida estava assumindo um papel importante e estimulante em minha vida. Falava-se alto nos bares onde se tocava jazz nos subúrbios da cidade. Todo mundo gastava milhares e falava em milhões. Arrumei uma plêiade de amigos ocasionais”.


Bill estivera certo ao acreditar que suas investigações e relatórios dariam bons resultados. Lois errou ao acreditar que um ano distante dos bares de Nova York faria com que ele parasse de beber.


Apesar disso, os Wilson começaram a desfrutar de uma afluência nova e excitante. Como tantos especuladores daqueles tempos fervilhantes, Bill era um investidor marginal. Comprava lotes de ações pagando apenas uma parcela de seu preço real. Se o valor subisse, seus lucros eram enormes. Se o valor caísse acentuadamente, seu capital exigível virava fumaça e ainda seria intimado a compensar o déficit – isso era chamado de “cobrir a margem”.


Em 1927, as viagens de moto haviam sido abandonadas em favor de um meio de transporte mais condizente com seu novo padrão de vida mais elevado; o casal viajava de avião ou de trem e tinha dinheiro para os hotéis e as diversões. Embora bebesse pesadamente em algumas viagens, Bill foi capaz de concluir excelentes relatórios.

Nesse mesmo ano alugaram um dispendioso apartamento de três quartos no nº 38 da Rua Levingston, numa área nobre do Brooklyn. Para satisfazer o desejo de grandeza de Bill, alugaram também o apartamento vizinho, derrubaram as paredes divisórias transformando-os num só apartamento. Mas já havia sinais evidentes de que a doença estava tomando conta dele. Lois, que o acompanhava em suas viagens, lembra que se estava iniciando uma época de frustrações; ele começou a mentir e já era comum haver desentendimentos. No fim desse ano, ele estava tão deprimido pelo seu próprio comportamento que afirmou “agora estou a meio caminho do inferno, e indo rápido”. Ele passou uma procuração a Lois referente a todos os direitos, titularidade e interesses relativos às suas contas.


Por volta de 1928, Bill era um astro entre os associados de Wall Street. “Naqueles dias, é claro, eu bebia por razões paranoicas. Bebia para sonhar sonhos de poder maiores ainda, sonhos de dominação. O dinheiro nunca foi um símbolo de segurança para mim. Dinheiro era o símbolo do prestígio e do poder”. Entretanto, nesse mesmo ano cenas dolorosas começaram a acontecer no suntuoso apartamento do casal. Noite após noite, Bill só chegava a casa pela madrugada, tão bêbado que ou caia assim que atravessava a porta ou Lois tinha que ajudá-lo a se deitar. Promessas foram sendo quebradas uma após a outra, inclusive aquelas escritas, junto com as juras de amor a Lois, na Bíblia que o casal possuía.


A bebida de Bill havia começado a preocupar seus parceiros em Wall Street, apesar de seu enorme sucesso em identificar situações lucrativas. Sempre agradável e afável quando estava sóbrio, embaraçava seus colegas e tornava-se problemático e agressivo quando bebia. Também não era mais bem recebido pelos amigos de Lois. Depois de uma serie de jogadas inteligentes, armadas na bolsa durante a primavera e o verão de 1929, Bill havia amealhado lucros suficientes para se tornar independente. Rompeu com seu amigo e benfeitor Frank Shaw e passou a ser um lobo solitário de Wall Street.

Teve pouco tempo para desfrutar a situação. No “crash” da bolsa que ocorreu em outubro desse ano, a súbita queda dos preços empurrou-os ainda mais para baixo, devido às vendas desesperadas a fim de evitar perdas adicionais ou obter dinheiro sonante para “cobrir as margens” ou outros débitos. Bill tinha-se preparado para um abalo, e o que sobreveio foi um furacão. Quando a primeira onda de vendas derrubou os preços no abismo, o preço de suas ações da Penick & Ford caiu de 55 para 42 dólares. Com ajuda de seus amigos, Bill comprou pesadamente na tentativa de conter a queda do preço. As ações pararam de cair, subiram para 52 dólares e depois mergulharam para 32 em um único dia, arruinando os amigos que haviam confiado nele – além de a si próprio. Bill faliu.


Um amigo chamado Dick Johnson, ofereceu-lhe um emprego na empresa de corretagem que possuía em Montreal. Bill e Lois mudaram-se para lá na época do Natal e alugaram um apartamento decrépito. Em algumas semanas Bill estava de volta ao mercado negociando novamente com as ações da Penick & Ford, que na primavera de 1930 retornaram ao preço de 55 dólares por ação. Bill sentiu-se como Napoleão voltando de Elba. O casal encontrou logo melhores acomodações num prédio caro e sobranceiro. Passou um período esplÊndido em Montreal, jogando golfe e jantando no Club House. Quando chegou o outono Johnson despediu Bill e seu Waterloo foi como sempre a bebedeira.


De volta ao Brooklyn, o casal, novamente humilhado, foi hospedado pelos pais de Lois. Embora estivesse em desgraça, os sogros o trataram com bondade e interesse. No dia de Natal de 1930, depois de um tratamento penoso para combater um câncer ósseo, faleceu sua sogra, Matilde Spelman. O comportamento de Bill nesse episódio revela o quanto a bebida havia fugido ao seu controle: ele estava bêbado havia quatro dias, e continuou bêbado durante os quatro dias seguintes ao falecimento da sogra.


Humilhado pelos seus fracassos e pela dependência do pai da mulher, Bill achou um emprego de investigador com um salário de 100 dólares por semana, considerado uma fortuna para muitas famílias naqueles dias de crise. Ele conservou o emprego por quase um ano, mas foi demitido após um incidente provocado por ele em um bar. Com essa demissão, a credibilidade de Bill em Wall Street desapareceu completamente. Ele estava devendo 60 mil dólares (mais de um milhão e duzentos mil dólares em 2010), e foi ‘colocado na geladeira’.


Bill entrou então numa fase de beber sem esperança. Lois arranjou um emprego na Macy´s, recebendo 19 dólares por semana, mais uma pequena comissão sobre as vendas, e foi com esse dinheiro que o casal passou a viver. Ocasionalmente conseguia desenvolver alguma ideia sobre pequenos negócios em seguros e vendia-as por algumas centenas de dólares, que se esvaiam pagando as contas dos bares clandestinos garantindo assim uma linha de credito para quando ficasse de novo sem dinheiro. Tornou-se também um bebedor solitário, parcialmente porque preferia assim, mas também porque nenhum dos seus companheiros de Wall Street queria mais sua companhia.


Esta foi a vida de Bill em 1931 e no verão de 1932. Apesar de ter alguns sucessos consideráveis nas poucas incursões que conseguiu perpetrar no mercado financeiro, os fracassos que se seguiam por causa da bebida eram imensamente maiores.


Bill e Lois continuaram a morar no numero 182 da Rua Clinton, no apartamento que o Dr. Burnham havia construído para sua mulher, no segundo andar. O médico que se havia casado novamente em maio de 1933, mudou-se. Lois continuou a trabalhar na Macy´s, onde ganhava, em 1933, 22,50 dólares por semana mais uma comissão de um por cento sobre as vendas.


Este foi o pior período da vida do casal. Bill começou a roubar dinheiro da bolsa da mulher para beber. Veio a vontade do suicídio. A loucura o rondava e apesar dos fortes sedativos que recebia, as pessoas temiam pela sua sanidade, e ele também. Em fins de 1933 o casal estava perdendo as esperanças. Além de Lois e do sogro, Bill só tinha agora mais duas pessoas ainda ao seu lado: sua irmã Dorothy e o marido dela, o Dr. Leonard V. Strong, que, como sua mãe, era um médico osteopata.


Foi o Dr. Leonard que providenciou, e pagou, a primeira internação de Bill no Hospital Charles B. Towns. O hospital foi fundado em 1901 e recebeu o nome de seu fundador, Charles B. Towns (1862-1947) especialista em alcoolismo e toxicodependência; estava localizado no Nº 239 da Central Park West, em Manhattan, Nova York. Towns tinha-se associado ao Dr. Alexander Lambert, professor na Universidade Cornell Medical College e, como médico do presidente Theodore Roosevelt informou várias pessoas no governo sobre o método de tratamento do alcoolismo desenvolvido pelos dois e conhecido pelo nome Towns-Lambert ou ainda The Beladona Cure (ver Cura da beladona), ou a cura pela beladona. O método tornou a instituição nacionalmente conhecida para a reabilitação física e mental de alcoólicos durante os loucos anos de 1920.



O Dr. William D. Silkworth (1873 – 1951), diretor do Hospital Towns e um dos poucos médicos dessa época a tratar com seriedade o conceito do alcoolismo como doença apesar da Lei Seca, explicou a Bill sua teoria a respeito da “alergia” e da “obsessão” e que “o alcoolismo não é vício no sentido de defeito grave ou costume censurável, como se entende a pratica da alcoolatria, mas sim uma doença física e mental, progressiva e incurável caracterizada, por uma ‘obsessão mental’ que leva seus portadores a beber compulsivamente, e uma ‘alergia física’ que pode levá-los à loucura ou à morte prematura”. Bill ouvia essas explicações quase em transe. Pela primeira vez ouvia falar do alcoolismo não como uma falta de força de vontade, não como um defeito moral - vício ou pecado, mas como uma doença legitima. Juntou-se à teoria o grande carinho que o Dr. Silkworth manifestava pelas pessoas, a sua maneira especial de se interessar por elas. Seu alivio foi imenso.


Agora Bill estava certo de que tinha encontrado a resposta para seu problema de bebida. Uma vez que ele entendia o que acontecia, porque sabia a partir de então que era um alcoólico e que não podia tomar com segurança nenhum gole, Bill achava que havia encontrado a solução. Lois, que o visitava todas as noites no hospital, também acreditava que ele havia dominado o problema. Saiu do Towns como um novo homem, ou pelo menos ele pensava assim.


Não se sabe ao certo quanto tempo Bill permaneceu sóbrio: ele achava que havia sido entre dois e quatro meses, e Lois que tinha sido um mês, mais ou menos. De qualquer maneira, a recaída aconteceu poucos dias antes ou depois, ou até no mesmo dia, 05-12- 1933, da revogação da Lei Seca.


Bill W. ainda passaria por mais três internações no mesmo hospital, a última no dia 11- 12-1934, a partir da qual entraria no caminha da sobriedade.



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