Em nosso preâmbulo consta que não há taxas nem mensalidades.
A prática da 7ª Tradição virá como contribuição voluntária como consequência de
uma nova forma de vida estabelecida pela prática dos Princípios de A.A. O
recém-chegado precisa ser informado sobre a natureza da doença do alcoolismo; sobre
a história de A.A. no mundo; precisa ser apadrinhado por um membro mais antigo
e pelo grupo; precisa conhecer nosso plano de 24 horas, nossos “evites”
(pessoas, antigos hábitos e lugares); a necessidade da frequência às reuniões, nossos
horários de reuniões, nossos tipos de reuniões. Precisa ser atingido por nossa
mensagem de força e esperança e ver que em nosso “antes e depois” ocorreram
mudanças substanciais e significativas na forma de viver. Precisa se ambientar,
se irmanar, firmar laços de amizade e companheirismo com o grupo. Precisa se
ver livre da compulsão física e obsessão mental pelo álcool. Precisa se
organizar em casa com a família, com o trabalho, com suas novas rotinas e seu
autocuidado. Precisa se familiarizar com a nossa literatura: Livro Azul, 12
Passos e 12 Tradições, Reflexões Diárias, Vivendo Sóbrio, Revista Vivência e
etc.
Depois desses milagres do começo, a prática da 7ª Tradição se
tornará inevitavelmente uma prática automática e consequência imediata de sua
recuperação e, por conseguinte, um ato voluntário de gratidão. Em minha
opinião, o recém-chegado não precisa da minha falta de tato, de meu pleno
desconhecimento da literatura de A.A. e de minha garrafa tampada. Ele não
precisa ser desafiado nem ser convencido por apavoramento e imposições. Nosso
programa prima pela ATRAÇÃO, não pela PROMOÇÃO. Prima pela democracia e não por
minha arbitrariedade que me faz supor que posso universalizar minha experiência
pessoal. A JUNAAB reitera que preciso “conhecer a literatura de A.A. para
transmitir a mensagem correta”. Princípios acima das personalidades!
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