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segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

CONSEQUÊNCIA DOS “MILAGRES” DO COMEÇO

 


Em nosso preâmbulo consta que não há taxas nem mensalidades. A prática da 7ª Tradição virá como contribuição voluntária como consequência de uma nova forma de vida estabelecida pela prática dos Princípios de A.A. O recém-chegado precisa ser informado sobre a natureza da doença do alcoolismo; sobre a história de A.A. no mundo; precisa ser apadrinhado por um membro mais antigo e pelo grupo; precisa conhecer nosso plano de 24 horas, nossos “evites” (pessoas, antigos hábitos e lugares); a necessidade da frequência às reuniões, nossos horários de reuniões, nossos tipos de reuniões. Precisa ser atingido por nossa mensagem de força e esperança e ver que em nosso “antes e depois” ocorreram mudanças substanciais e significativas na forma de viver. Precisa se ambientar, se irmanar, firmar laços de amizade e companheirismo com o grupo. Precisa se ver livre da compulsão física e obsessão mental pelo álcool. Precisa se organizar em casa com a família, com o trabalho, com suas novas rotinas e seu autocuidado. Precisa se familiarizar com a nossa literatura: Livro Azul, 12 Passos e 12 Tradições, Reflexões Diárias, Vivendo Sóbrio, Revista Vivência e etc.

Depois desses milagres do começo, a prática da 7ª Tradição se tornará inevitavelmente uma prática automática e consequência imediata de sua recuperação e, por conseguinte, um ato voluntário de gratidão. Em minha opinião, o recém-chegado não precisa da minha falta de tato, de meu pleno desconhecimento da literatura de A.A. e de minha garrafa tampada. Ele não precisa ser desafiado nem ser convencido por apavoramento e imposições. Nosso programa prima pela ATRAÇÃO, não pela PROMOÇÃO. Prima pela democracia e não por minha arbitrariedade que me faz supor que posso universalizar minha experiência pessoal. A JUNAAB reitera que preciso “conhecer a literatura de A.A. para transmitir a mensagem correta”. Princípios acima das personalidades!

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