Tchaikovsky é como escrever: uma necessidade, como ele mesmo disse, não apenas uma diversão, mas uma necessidade.
Tchaikovsky nasceu em 6 de maio de 1840 em Votjinsk, na região dos montes Urais, a 900 km de Moscou. Mãe de ascendência francesa. Cresceu ouvindo obras de Mozart, Rossini, Bellini e Donizetti. Aos 4 anos, fez sua primeira composição: "Nossa Mamãe em Petersburgo", escrita em parceira com a irmã, Alexandra.
Formou em direito em São Petersburgo e chegou a trabalhar no Ministério da Justiça. "Fui um mau funcionário", reconheceu. Aos 23, passou a se dedicar inteiramente à música. Aluno da primeira turma do Conservatório de Moscou em 1865, no ano seguinte já era professor de composição da instituição.
Lembro do impacto que o mesmo me causou a primeira vez que o ouvi. Não me lembro mais a música, sei ter sido na MEC FM. Poucos compositores provocam impacto tão imediato quanto Tchaikovsky. É difícil permanecer indiferente à sua música. Seus concertos para violino e piano estão entre os mais populares do mundo.
Casamento de fachada. "Você quis um marido, e eu um casamento sem esposa", escreveu o compositor a Antonina (Nina) Miliukova, numa de suas inúmeras brigas que tiveram imediatamente após o casamento. Ela fora sua aluna no Conservatório de Moscou. Tchaikovsky decidiu-se casar para afastar rumores sobre sua homossexualidade. Ele descreve tudo nos mínimos detalhes na correspondência com madame von Meck: "(...) Busco no matrimônio uma espécie de compromisso público com uma mulher, a maneira de tapar a boca de tanta gente desprezível. (...) Já lhe falei que comigo não podia contar mais do que com um amor de irmão... (...) No aspecto físico, minha esposa me é absolutamente detestável". (...) Meu futuro é vegetar miseravelmente numa farsa horrível e opressiva (...)"
Indico para audição a tão conhecida "Abertura-Fantasia Romeu e Julieta" na terceira versão de 1880, que dura quase 20 minutos e tem seu auge, para mim, na exposição do tema, entre os minutos 5 e 10 e repete-se ainda mais intenso na reexposição entre os minutos 10'49 ao 16'55.
Desde "Romeu e Julieta" em 1870, três temas básicos perpassavam a música: o amor, a morte e o destino. Muitos veem em sua sexta e última sinfonia uma espécie de antevisão da própria morte, que ocorreria poucos dias depois da estreia da obra. O apelido "Patética", com o qual a obra se imortalizou, dá uma ideia errada de seu sentido. A palavra russa "patetiskaia" quer dizer "apaixonada", enquanto patética tem mais a ver com sofrimento. Pois a "Patética" termina em um verdadeiro réquiem do homem vencido pelo destino. O "Finale", uma adágio lamentoso, conclui num véu fúnebre indisfarçável, em pianíssimo nos contra-baixos. Não por coincidência, foi dedicada ao sobrinho Bob Davidov, a derradeira paixão do compositor.
Tchaikovsky regeu a estreia mundial em 28 de outubro de 1893, em São Petersburgo. Na noite de primeiro de novembro, voltando de um jantar no restaurante Leiner, passou mal. Piorou na manhã seguinte, com diarréia e vômito. O médico diagnosticou cólera, que o compositor teria contraído ao beber um copo de água não tratada. Fato sem dúvida estranho para quem circulava na alta sociedade moscovita, embora a cidade vivesse uma epidemia da doença. Tchaikovsky morreu às 3:30 de 6 de novembro.
Formou em direito em São Petersburgo e chegou a trabalhar no Ministério da Justiça. "Fui um mau funcionário", reconheceu. Aos 23, passou a se dedicar inteiramente à música. Aluno da primeira turma do Conservatório de Moscou em 1865, no ano seguinte já era professor de composição da instituição.
Lembro do impacto que o mesmo me causou a primeira vez que o ouvi. Não me lembro mais a música, sei ter sido na MEC FM. Poucos compositores provocam impacto tão imediato quanto Tchaikovsky. É difícil permanecer indiferente à sua música. Seus concertos para violino e piano estão entre os mais populares do mundo.
Casamento de fachada. "Você quis um marido, e eu um casamento sem esposa", escreveu o compositor a Antonina (Nina) Miliukova, numa de suas inúmeras brigas que tiveram imediatamente após o casamento. Ela fora sua aluna no Conservatório de Moscou. Tchaikovsky decidiu-se casar para afastar rumores sobre sua homossexualidade. Ele descreve tudo nos mínimos detalhes na correspondência com madame von Meck: "(...) Busco no matrimônio uma espécie de compromisso público com uma mulher, a maneira de tapar a boca de tanta gente desprezível. (...) Já lhe falei que comigo não podia contar mais do que com um amor de irmão... (...) No aspecto físico, minha esposa me é absolutamente detestável". (...) Meu futuro é vegetar miseravelmente numa farsa horrível e opressiva (...)"
Indico para audição a tão conhecida "Abertura-Fantasia Romeu e Julieta" na terceira versão de 1880, que dura quase 20 minutos e tem seu auge, para mim, na exposição do tema, entre os minutos 5 e 10 e repete-se ainda mais intenso na reexposição entre os minutos 10'49 ao 16'55.
Desde "Romeu e Julieta" em 1870, três temas básicos perpassavam a música: o amor, a morte e o destino. Muitos veem em sua sexta e última sinfonia uma espécie de antevisão da própria morte, que ocorreria poucos dias depois da estreia da obra. O apelido "Patética", com o qual a obra se imortalizou, dá uma ideia errada de seu sentido. A palavra russa "patetiskaia" quer dizer "apaixonada", enquanto patética tem mais a ver com sofrimento. Pois a "Patética" termina em um verdadeiro réquiem do homem vencido pelo destino. O "Finale", uma adágio lamentoso, conclui num véu fúnebre indisfarçável, em pianíssimo nos contra-baixos. Não por coincidência, foi dedicada ao sobrinho Bob Davidov, a derradeira paixão do compositor.
Tchaikovsky regeu a estreia mundial em 28 de outubro de 1893, em São Petersburgo. Na noite de primeiro de novembro, voltando de um jantar no restaurante Leiner, passou mal. Piorou na manhã seguinte, com diarréia e vômito. O médico diagnosticou cólera, que o compositor teria contraído ao beber um copo de água não tratada. Fato sem dúvida estranho para quem circulava na alta sociedade moscovita, embora a cidade vivesse uma epidemia da doença. Tchaikovsky morreu às 3:30 de 6 de novembro.
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