23.10.2012.
Realmente eu me assusto bastante com o dom da indignação. Noto, hoje com saudável prospecção, a irritabilidade com os desmandos públicos e a ironia de nossa política. Também observo que, de alguma forma, falta uma visão mais abrangente e histórica, e até mesmo, por que não dizer, uma inteligência mais lúcida e percuciente, incluindo nessa visão, fatores que cerceiam a máquina administrativa e todos os meios para que se chegue ao poder, plenamente notados por Maquiavel a mais de 500 anos atrás.
Parece até paradoxal, excluindo a premissa de que quem fala contra algo sabe de algo e de alguma forma parece conter assim algum respaldo, mas notadamente saco e incluo a visão periférica como algo ainda rudimentar e até infantil. Falar de mensalão, como se o mundo fosse se salvar depois do julgamento e prisão dos envolvidos ou sobre qualquer outro assunto que esteja na midia, na moda, faz-nos de alguma forma detentores de alguma titularidade, porém efêmera e muito restrita. Deixa de ser efêmera e restrista se o interlocutor dessas abominações, conseguir manter em seu texto, algo mais abrangente, o que pouco ocorre.
Nascemos, o mundo já estava pronto. Tudo ou quase tudo que existe, já existia. Em um relógio de 24 horas, para ridicularizar a raça humana, tão recentemente habitando nosso planeta, estamos aqui a apenas 2 segundos, desde a história do primeiro humano, em contagem de bilhões de anos proporcionalizados.
E outra, vale perceber que, a mais nova espécie animal, os humanos, tem tudo a seu favor para se tornar a próxima a se extinguir. Também, aparentemente paradoxal, Darwin havia reparado em seus estudos que, TODA ESPÉCIE QUE ATINGE SUA SUPERPOPULAÇÃO ENTRA irreversivelmente EM EXTINÇÃO.
Já falta alimento, moradia e água para uma grande parcela da humanidade. Faltará ainda mais. O processo do super aquecimento é irreversível. Se parássemos agora com a poluição atual (e iniciássemos a batida coisa do desenvolvimento sustentável, proposta vital, clichê e chique em nossos dias), o processo apenas perderia um pouco de sua velocidade e fôlego.
Permito-me assim por dizer que, realmente e finalmente, me encuco deveras com a repetitiva tecla que batem os éticos de plantão com o vislumbre de uma humanidade unida em um só pensamento. Penso ser utópico e superficial o tema desses pregadores holísticos de uma nova era e afins ou em temas parecidos, como por exemplo o assunto da moda, seja Avenida Brasil (novela que nunca assisti) ou Big Brother (choverão crônicas sobre o mesmo programa no próximo mês). Assuntos assim previsíveis, como o de minha crônica, talvez.
O caos está plantado, não no pessimismo ou no pensamento fora de moda, mas na realidade histórica de nossa digníssima espécie. O resto, é história para boi dormir. E cansa e quase não leio e quando leio, quase não comento. Um direito pleno meu aqui exposto, talvez ridicularmente, mas quem não é ridículo enquanto AMA e enquanto ATUA nesse palco chamado VIDA?!
Parece até paradoxal, excluindo a premissa de que quem fala contra algo sabe de algo e de alguma forma parece conter assim algum respaldo, mas notadamente saco e incluo a visão periférica como algo ainda rudimentar e até infantil. Falar de mensalão, como se o mundo fosse se salvar depois do julgamento e prisão dos envolvidos ou sobre qualquer outro assunto que esteja na midia, na moda, faz-nos de alguma forma detentores de alguma titularidade, porém efêmera e muito restrita. Deixa de ser efêmera e restrista se o interlocutor dessas abominações, conseguir manter em seu texto, algo mais abrangente, o que pouco ocorre.
Nascemos, o mundo já estava pronto. Tudo ou quase tudo que existe, já existia. Em um relógio de 24 horas, para ridicularizar a raça humana, tão recentemente habitando nosso planeta, estamos aqui a apenas 2 segundos, desde a história do primeiro humano, em contagem de bilhões de anos proporcionalizados.
E outra, vale perceber que, a mais nova espécie animal, os humanos, tem tudo a seu favor para se tornar a próxima a se extinguir. Também, aparentemente paradoxal, Darwin havia reparado em seus estudos que, TODA ESPÉCIE QUE ATINGE SUA SUPERPOPULAÇÃO ENTRA irreversivelmente EM EXTINÇÃO.
Já falta alimento, moradia e água para uma grande parcela da humanidade. Faltará ainda mais. O processo do super aquecimento é irreversível. Se parássemos agora com a poluição atual (e iniciássemos a batida coisa do desenvolvimento sustentável, proposta vital, clichê e chique em nossos dias), o processo apenas perderia um pouco de sua velocidade e fôlego.
Permito-me assim por dizer que, realmente e finalmente, me encuco deveras com a repetitiva tecla que batem os éticos de plantão com o vislumbre de uma humanidade unida em um só pensamento. Penso ser utópico e superficial o tema desses pregadores holísticos de uma nova era e afins ou em temas parecidos, como por exemplo o assunto da moda, seja Avenida Brasil (novela que nunca assisti) ou Big Brother (choverão crônicas sobre o mesmo programa no próximo mês). Assuntos assim previsíveis, como o de minha crônica, talvez.
O caos está plantado, não no pessimismo ou no pensamento fora de moda, mas na realidade histórica de nossa digníssima espécie. O resto, é história para boi dormir. E cansa e quase não leio e quando leio, quase não comento. Um direito pleno meu aqui exposto, talvez ridicularmente, mas quem não é ridículo enquanto AMA e enquanto ATUA nesse palco chamado VIDA?!
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