20 e 22.10.2012.
Conforme escreveu Roberto Minczuk: "Antonio Vivaldi foi um gênio italiano que teve o enorme privilégio de viver cercado das mais belas, fascinantes e inteligentes demonstrações da criatividade humana. A arquitetura, a literatura, as artes visuais e todas as manifestações artísticas de seu tempo seriam suficientes para inspirar e inebriar qualquer pessoa, ainda mais um talento e uma mente criativa como a de Vivaldi."
Falar de Vivaldi sem se evocar As Quatro Estações e o Glória é uma tarefa quase impossível, por se tratar de músicas conhecidas por todos os ouvidos humanos de 300 anos para cá, embora que, sua obra tenha ficado esquecida por algum tempo, tendo sida redescoberta no século 20.
AS QUATRO ESTAÇÕES:
Na dedicatória ao conde Venceslav Morzin, Vivaldi chama a atenção para os quatro concertos e recomenda que sejam ouvidos enquanto se leem os quatro soneti dimonstrativi, publicados ao lado da partitura de cada um deles. "Mandei imprimir também os sonetos com a exata explicação de cada um desses concertos que retratam as quatro estações do ano", escreveu Vivaldi. Não há certeza, mas é provável que o próprio compositor seja o autor dos sonetos.
Nada é casual nessa música. Vivaldi usou letras maiúsculas nos sonetos e na partitura para indicar a que verso os sons se referem.
Conforme adverte Michel Chion: "Desse modo, a forma tripartite própria do gênero coloca no centro uma evocação de sono e bem-estar, enquadrada por dois movimentos contrastados e ativos. Igualmente o dispositivo concertante em cena, por meio do do solista, um personagem típico de cada estação. Mesmo que forças cósmicas estejam presentes com o vento, a chuva, os trovões e os pássaros, é o homem que - camponês ou pastor - ocupa o centro desse calendário musical."
Versão completa:
http://www.youtube.com/watch?v=-k_cYOp2Fwo
GLÓRIA:
A pequena aceitação de sua música - tanto religiosa como lírica - é um dos mistérios sobre os quais se debruçam sem explicação os pesquisadores modernos da obra do compositor. Somente nas últimas décadas do século 20 estabeleceu-se um total de 21 obras sacras cuja autoria é incontestável. Entre elas, a mais conhecida e popular é Glória, uma das primeiras obras do compositor modernamente executadas, em setembro de 1939, na Accademia Musicale Chigiana, em Siena. Glória foi também a primeira obra sacra de Vivaldi gravada em disco logo após a Segunda Guerra Mundial.
O maior foco de sua popularidade, segundo Robbins Landon, é ser "o equivalente, na música sacra, de As Quatro Estações". Ou seja, é música acessível e imediatamente compreensível. Vivaldi transportou para o domínio religioso as características de sua música instrumental concertante e de produção lírica. O resultado é simplesmente arrebatador.
http://www.youtube.com/watch?v=RMHguvZPcqQ
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E conforme também citou, em publicação anterior, no comentário ao texto: "Antonio Lucio Vivaldi" - o padre ruivo que tocava violino":
L'ESTAT - SUMMER - Adágio e Piano, presto e forte presto.
http://www.youtube.com/watch?v=bmHUU8vkSgk
Falar de Vivaldi sem se evocar As Quatro Estações e o Glória é uma tarefa quase impossível, por se tratar de músicas conhecidas por todos os ouvidos humanos de 300 anos para cá, embora que, sua obra tenha ficado esquecida por algum tempo, tendo sida redescoberta no século 20.
AS QUATRO ESTAÇÕES:
Na dedicatória ao conde Venceslav Morzin, Vivaldi chama a atenção para os quatro concertos e recomenda que sejam ouvidos enquanto se leem os quatro soneti dimonstrativi, publicados ao lado da partitura de cada um deles. "Mandei imprimir também os sonetos com a exata explicação de cada um desses concertos que retratam as quatro estações do ano", escreveu Vivaldi. Não há certeza, mas é provável que o próprio compositor seja o autor dos sonetos.
Nada é casual nessa música. Vivaldi usou letras maiúsculas nos sonetos e na partitura para indicar a que verso os sons se referem.
Conforme adverte Michel Chion: "Desse modo, a forma tripartite própria do gênero coloca no centro uma evocação de sono e bem-estar, enquadrada por dois movimentos contrastados e ativos. Igualmente o dispositivo concertante em cena, por meio do do solista, um personagem típico de cada estação. Mesmo que forças cósmicas estejam presentes com o vento, a chuva, os trovões e os pássaros, é o homem que - camponês ou pastor - ocupa o centro desse calendário musical."
Versão completa:
http://www.youtube.com/watch?v=-k_cYOp2Fwo
GLÓRIA:
A pequena aceitação de sua música - tanto religiosa como lírica - é um dos mistérios sobre os quais se debruçam sem explicação os pesquisadores modernos da obra do compositor. Somente nas últimas décadas do século 20 estabeleceu-se um total de 21 obras sacras cuja autoria é incontestável. Entre elas, a mais conhecida e popular é Glória, uma das primeiras obras do compositor modernamente executadas, em setembro de 1939, na Accademia Musicale Chigiana, em Siena. Glória foi também a primeira obra sacra de Vivaldi gravada em disco logo após a Segunda Guerra Mundial.
O maior foco de sua popularidade, segundo Robbins Landon, é ser "o equivalente, na música sacra, de As Quatro Estações". Ou seja, é música acessível e imediatamente compreensível. Vivaldi transportou para o domínio religioso as características de sua música instrumental concertante e de produção lírica. O resultado é simplesmente arrebatador.
http://www.youtube.com/watch?v=RMHguvZPcqQ
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E conforme também citou, em publicação anterior, no comentário ao texto: "Antonio Lucio Vivaldi" - o padre ruivo que tocava violino":
L'ESTAT - SUMMER - Adágio e Piano, presto e forte presto.
http://www.youtube.com/watch?v=bmHUU8vkSgk
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