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domingo, 11 de maio de 2025

Síntese do Livro: BARAFUNDA FECUNDA

 1. DA COLEÇÃO: DILEMA (já publicado)


 
Da nota do autor de BARAFUNDA FECUNDA :
“No que tange, nas pústulas já cauterizadas, restam-me para o futuro próximo apenas cicatrizes...”
“... não há a necessidade de convivermos com lembranças,”
“, a ação do tempo é desafiadora, não tenho mais aqueles lisos e abundantes cabelos, aquela pele branca, aquelas mãos sem calo e aquele rosto liso. É a ação do vento, das chuvas, do frio, do calor. Noites insones, aflições, alimentação elétrica, espinhas, gripes, preocupações... cicatrizes...”
“Músicas também são ágeis condutoras de lembranças...”
“Vivemos todo o dia um mundo de coisas inevitáveis...”
“Será assim tão autômato e mecânico nosso sentimento Somos coisas?
 
Da poesia DILEMA
“Rendi-me enfim ao meu próprio querer”
“Irreconciliável com a razão”
 
Da poesia SEJA HOMEM! (brasileiro de preferência)
“Arranhe suas feridas, compre logo suas jazidas, que miséria pouca não é sua bagagem!”
 
Da poesia INTERURBANO SOM
"Quem é que me apreende e esses céus me suspende por vastas horas inspiradas? Quem é que compreende esse meu carinho guardado?"
 
Da poesia VALOR DA VIDA
“Para quem nesse mundo vivendo, em que na verdade nunca viveu, gratifica-se por um nome tendo: um presente que alguém lhe deu”.
 
Da poesia QUE VALE NESSE MUNDO
“Que vale nesse mundo, percorre a fundo o mundo se no fundo mal se conhece seu próprio mundo a fundo?”
 
Da poesia REBELDIA
“Não nasci para me deparar com barreiras; longa me é a estrada nessa lida inebriante; nasci com sangue nas veias; cheirar flores; viver cada instante”.
 
Da poesia PERDER DE VEZ
“Respirar até morrer e expirar o sonho que de sonho não passou é ter um pesadelo eterno”.
“Achar tua presença sempre no, mas ausente é suicídio parcelado!”
 
Da poesia VINTE ANOS
“Esta vida é uma viagem do espírito curioso que se adentra as portas do mistério e se decepciona”.
 
Da poesia CLASSE A
“Respeitada seja a alta sociedade que de tão alta, não nos vê cá embaixo”.
“Respeitada seja a alta sociedade que não peida, que tem rosto sem acne, que tem dentes e de ouro, que não soa e não fede”.
 
Da poesia ESTRO E INSÔNIA
“... interpõe-se alta madrugada obrigando-me ao louco ofício, dispendioso ato de esboços 'garrantenídeos', pedaços de frase no papel de todo um cárdio a funcionar...”
 
Da poesia FÉCULA, POEIRA E MOFO
“Um dia era uma vez, outro dia penumbra, quando clara minha tez, outra escura se vislumbra”.
 
Da poesia TUA MÃO APENAS (para Mara)
“Não vou querer teus olhos, sóbrios nas noites de Copa; não vou querer tuas ancas, desgovernadas e sem rumo; não vou querer teus lábios, faladores e chantagiosos, nem tuas lisas pernas de texturas contagiosas... apenas tua mão direita...”
 
Da poesia SOCIALMENTE
“A prudência me deturpa, me furta toda impertinência, como se nas adulações refizessem os valores de minha cavernosa mesquinhez”.
 
Da poesia PROTUBERÂNCIA DILEMATIZADA
“Felicito o breve dia com minhas agruras de hortelã, com meu alforje viajante... Pergunto: seria aqui minha escola?!” 

Da poesia PRECISA-SE DE UMA NOVA MUSA 

“Torna-me portanto, necessária a nova linha plagiada, como numa reforma agrária, dividir o coração em polegada”. 

Da poesia MILIMOTRADO 

"Ocupei meu coração loteado, veja só que burrice, cadê espaço para mim agora? Virei um milimetrado!"

Da poesia COMO PODE 

“Como podem tantas palavras no papel, escritas assim ao léu, descrever berros de um calado coração?”

Da poesia RUDEZ DA GRAÇA 

"O espírito falante expande exageros; o semblante duro medo e imprime rudeza. A grande desgraça da vida é não vivê-la ou viver, não sabe suportar as desordens do cotidiano... Chego a presumir que felicidade seria gargalhar e infelicidade: não chorar... São póstumas nossos lápides... Para alguns a felicidade é ruína... Para alguns o hipócrita sorriso: necessidade". 

Da poesia INTEGRAÇÃO 

“Hoje é o tempo, eu sei disso, é o tempo que delimita a expansão dos lugares que ouso ocupar”. 

Da poesia NA ALTA TIJUCA 

“Na Lapa me falta a paz para pensar, na mata me falta o pão!” 

Do texto A VIDA ADEQUADINHA É UM PROCESSO... 

“Nos encaminhamos à inércia. Não vemos horizontes, só vértices. Não temos causas, nada nos desperta a uma súbita mudança. O costume com o tido tradicional nos implica usar o lugar-comum. As frases feitas, o certo e o errado, o bonito e feio, o bem e o mal. Prefiro ter vida própria! Preciso ter vida própria...” 

Da poesia SANTO CRISTO 

“Almas vão PASSANDO em nosso caminho... Almas vão MARCANDO nosso caminho... Almas vão FICANDO em nosso caminho... Almas que PASSAM A FAZER PARTE de nosso caminho 

Da poesia PARA A PLANTA ORNAMENTAL DO MARANHÃO CRUZAR O ATLÂNTICO 

“Vá lá na Inglaterra expandir teus sonhos de mulher, nessa destreza de teu gingar nordestino; Na beleza desses teus lábios vermelhos, vá lá perceber da vida seus valores, possuí-la, assim como soubeste me possuir por horas inteiras.” 

Da poesia IMINÊNCIA OU DEPRESSÃO 

“Sábio ou louco? Repleto ou oco? Quem dera me conhecer!” 

Do texto PENSAMENTOS DISPERSIVO                                                                                                                                                                                          
“O bom funcionamento do mundo ocorre quando o cedo se torna retardatário do tarde e ambos se confundem... Enquanto as dúvidas nos acompanham, está tudo normal”.
 
Da poesia PARADEIRO
"Nunca seu moço, mi ditive nas sombras, provei muita solidão pelos mundaréu qui passei i dispois di tanta percura nem sei o que por aí achei. Vim pará nessi lugá inda cum mermo sonho: ter paradeiro dum colher véio i di resto um rosto risonho!"
 
Da poesia CIENTIFICAMENTE INEXATO
“Fui simples por conveniência, mas fui ciência quando precisoi. Aprendi no português, vários dialetos; sucateei meu sotaque carioca por onde passei... Mas o melhor que aprendi foi ser sempre Marcelo...”
 
Da poesia TUDO VOLTOU AO NORMAL
“Estou em outro caminho, voltei para mim; não precisa deixar de existir, saber. A vida é leve, é grande, é superar. A vida é múltipla, boa de se viver... eu só queria te ver...”
 
Da poesia DAR O LUXO AO QUE NÃO SE PODE DAR O LUXO
“Minha crise existencial vai fazer trinta e dois anos, vou festejá-la com muita cerveja e anestesiá-la... assim comemorar trinta e dois anos, alguns invernos de crise existencial!”
 
Da poesia CADA VEZ MAIS COMPLICADO
“Como é chato estar na casa dos trinta. Deixei de ser novo, mas ainda não sou velho, onde me perdi e me encontrei; crise do inexequível, crise do nada, do lugar nenhum... Como é chato estar na casa dos trinta; a vida só começa aos quarenta!... Não sei se sou sentimental ou doente mental. Irritado, atribulado e cada vez mais COMPLICADO!

Da poesia NADA COMO
“Nem tudo é satisfatoriamente bom nem necessariamente ruim... Somos assim: RESTOS IMORTAIS DE NOSSOS SONHOS, corpos ambulantes de matéria sonâmbula...” Da
 
poesia SER O “NÃO SER” DE HAMLET
“Quisera ser imiscível à água, alienável ante a 'vã' filosofia, um quadrante do relógio solar e não ser de uso radioterápico o meu raio-X” . comeu apenas pão e matou sua alma de fome!... Imprudente é você que teve um nome apenas para talões de cheque, ficou devendo a vida e não se imortalizou na arte!” 

Dos pensamentos APENAS MAIS UM RAPAZ LATINO-AMERICANO “Nada fazer só tem uma vantagem: cometer apenas um erro, o ócio!... Nada sonhar: qualquer eventualidade é lucro!... Não ter opiniões: ser aceito por todos!” 

Dos CONTRAVÉRBIOS “Deus permite os acontecimentos, mas é você que escreve sua história (anônimo)  Quando não se é analfabeto...” “Fazei amigos sempre gostam de censurar-vos!” (Nicolas Boileau)  E faze-os calar a boca!” “Faça o que pode, com o que tem, onde tiver. (Franklin D. Roosevelt)  Quando estiver a fim...”

“Triste é o homem que só ama as coisas quando as perde.” (Stéfano Benni)
 Mais triste ainda o homem que não tem nada para perder...”
“Quem acender uma vela é o primeiro que se ilumina." (Teresinha Paiva)
 E também o primeiro que se queima...”
“De nada adianta a liberdade se não temos o direito de errar." (Gandhi)
 O mesmo erro várias vezes!”
 
Do texto SEMENTES ESPALHADAS
“Meus papéis são terrenos anteriores, áridos e baldios; minhas canetas, foices e enxadas e meus textos, semente espalhadas...”

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