23.05.2003.
Agora minha fala é prensada
Meus balbucios, semáforos de cinco segundos
Meus textos, ora afrescos, ora castelos sombrios
Meus sapatos caminham sozinhos
Esses dedos escrevem batendo no chão
Esses soluços, desafios
Esse tesão, um antigo companheiro
Corro para mim de braços abertos
Como se devesse temer castigo
Agora sou um mundo bem diferente de antes
Não sou mais parecido com aquele Marcelo
Agora são nove horas da noite
Não mais oito horas como antes
Marcelo Braga
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