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domingo, 6 de abril de 2025

CREDO QUIA ABSURDUM EST

30.08.2008.

 
 
 
Com Zoroastro a luta era do bem contra o mal
Com Empédocles, amor contra o ódio
Em Anaxágoras tudo estava em tudo e nada nasce do nada
Em Pitágoras todas as coisas eram números
Em Tales, tudo era água
Em Anaximandro todo nascimento era separação e toda a morte a reunião
Em Parmênides era o ser e o não-ser
Em Demócrito tudo era o átomo
Em Schopenhauer tudo era um conjunto de representações
No estoicismo de Zenon era o “suporta e abstém-te”
No epicurismo, tudo oferecido pela natureza era essencialmente o bem
No eudemonismo a moral não podia tolhir a felicidade do homem
Em Ferecides a alma se tornava imortal
Em Heráclito o universo era uma transformação onde os opostos se equilibravam
Em Xenófanes a divindade era perfeita
Em Copérnico o Sol tornou-se o centro
Em Strauss negava-se a veracidade dos fatos sobrenaturais dos Evangelhos
Em Rousseau a educação desvinculou-se dos dogmas e preceitos religiosos
Em Comte reorganiza-se a sociedade
Em Madame Guyon, no quietismo, o abandono total a Deus
No trapismo de Armand Jean Le Bouthillier de Rance, o silêncio perpétuo
Em Pascal, a física, a matemática e a filosofia se transformavam em jansenismo
Em Diógenes era o desprezo pela riqueza
Em Maquiavel a vida era uma guerra
 
Prefiro agora o absurdo dos toques de Schumann!


Marcelo Braga

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