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sábado, 15 de março de 2025

CORAÇÃO TAMBOR

 


30.11.2006.


   Parvoíce não participar de tuas petições piegas que sejam
   O regulamento nem sempre é o regulador regular dos sentimentos
   Tanto quanto o sensor nem sempre o sensitômetro do amor
   Portanto, tolice não escutar o sonoro troar do tambor
   Coração tambor
   Brada, uiva, ulula em unívoco nas petições do amor
 
   É o complexo da completude o componente complicador
   Intensificado o intento da interação, consigo assim me inteirar
   O fremir, o vibrar quase sonolento de teu-nosso coração
   Frialdade, frieza; fraqueza de minhas maldades
   Coração tambor
   Tirano tirita, porém ainda timbale, mesmo que o amor se cale
 
   Ossificado orgulho oculto no ostracismo nada onírico
   Num lance, ladrilha lacunas desse momento lamento
   Mordisco minha mortalha para que calhe com o silêncio que me cala
   O calor, o calar, são calos de meu tormento
   Coração tambor
   Embutido no peito, embrutecido, sem jeito nesse momento
 
   Mesmo assim emite sons, gorjeios
   Mesmo assim errado, perfeito se acha
   Mesmo assim calado, se sente no peito
   Amor
  
Coração tambor!



Marcelo Braga

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