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terça-feira, 11 de março de 2025

ASÍ SE VA

21.11.2003.

 

 

Secretamente meu âmago se indispõe

Ante a ausência de não um só corpo

Mas na falta de seu gesticular


 

Giram meus ponteiros em velocidades diferentes

De meus próprios relógios

De minha voluntad

Nada que mate ou me redima

É apenas o tempo que bate, que passa e

Você que não chega!

Por inteiras horas me apavora a condição de tua ausência

Logo passa toda essa sensação

Logo vejo que não é tão grave como escrevo assim

Logo durmo depois que escrevo, um só sono

Um sono só

Só!


Seria apenas um corpo?

 

Yo te miro em la mañana!



Marcelo Braga

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