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terça-feira, 4 de março de 2025

A ÚNICA COISA QUE VEJO

09.11.1997.

 
 
Novamente, na rodoviária
Turno das 00:00 ás 06:00
A única coisa que vejo é o movimento do ar
As folhas que sem rumo voam e caem
O tímido zéfiro e passivas folhas que vão ao chão
O esmo, o frequente desuso do movimento
Os rumos, as linhas, os caminhos mutáveis
Dia-a-dia foram-se itinerantes os itinerários
Diferentes horários para os mesmos lugares
Não só essas folhas de carona no movimento do ar
Todo o universo parece às vezes estar sem rumo
Cada cabeça é um mundo sem nada definido!
Muitas coisas em minha cabeça planejam um caminho fixo
Mas a única coisa que vejo é o movimento do ar
 




Marcelo Braga

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