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sábado, 22 de fevereiro de 2025

CUME

  


19.04.1998.
 
 
Aqui do alto se vê quase tudo
Há, porém coisas jamais vistas
Não permitidas aos olhos humanos
Uma panorâmica cega e turva
 
Há tempos que o homem se impressiona
Há filetes esferográficos desse cume
Restos e avessos do imaginário
Vã retaguarda de um portal iluminado
 
Incomoda; extasia o sépia solar
Vergam tímidos ictéricos sombreados
Tácitos passos desuniformes
Nunca reparados aqui desse cume
 
O gelo, o frio e o lume não percebem
Máscaras interplanetárias
Um mundo irrelevante


Marcelo Braga

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