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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

MILIMETRADO

 16.01.94.


São os metros que me cabem

Os pedaços que ocupo no espaço

Os passos que dou cruzando metros

Megametros...


O mais de um metro que fiquei

O mais meio metro que queria ter ficado

Os milhares de metros que cruzei

Muitas horas nesse chão

Algumas pelo ar, pelo mar


Um coração

Nem meio metro quadrado

Penso

Tão ínfimo, tão frágil

Logo existo


Amei com ardor

Na velocidade de 200 mil metros por hora

Acelerei-me em batidas federais

Ocupei meu coração loteado

Veja só que burrice

Cadê espaço para mim agora?


Virei um milimetrado!


Marcelo Braga


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