Livros
doutrinários de grupos anônimos apontam que, ao pedir para que o alcoolista pare de beber, o poder de
convencimento de uma pessoa que não bebe
álcool é mínimo se comparado ao poder
de convencimento de alguém que bebe ou bebia álcool em excesso. A
experiência demonstra que um grupo com pessoas
que se identificam com o mesmo problema/doença gera
um valor moral entre seus membros muito maior do que se nesse grupo estivessem
pessoas com problemas diversos. Os grupos anônimos, em regra, podem gerar no abstêmio muito mais impacto
que qualquer outra técnica terapêutica. O espelhamento é a identificação que
o próprio abstêmio
faz com outros colegas abstêmios
que já passaram pelo mesmo problema. O espelhamento é revitalizador. Após a recaída,
o abstêmio pode se desculpar da forma que quiser para seus familiares, mas, ao apresentar as mesmas desculpas
para os membros do grupo anônimo (“sala”),
sentir-se-á constrangido.
Por isso, é tão importante que o abstêmio crie vínculos com o grupo de abstinência do qual participa, uma vez que tais membros podem exercer um poder de convicção muito maior do que pessoas
alheias ao processo de abstinência.
1 Tema apresentado no Livro e Ebook:
ZIEMMERMANN, Péricles. Teorias abstemiológicas. 1ª ed. Curitiba/PR: Edição do autor, 2019. 151 p.; 14 X 21 cm. ISBN: 978-85-924432-2-1.
Distribuído pela Editora Simplíssimo.
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