21.08.04.
Algumas vezes se pensa ser impossível quando, noutras impossibilidades, cria-se tudo prático
Nesse dilema, nesse desacerto, nessa dissonância, nesse desequilíbrio
Nas azuis nuvens de um cinza céu
Me perpetuo!
Bem, entretanto, contudo, no entanto
Tornei-me ou nasci assim
Sintonizado com a abstração
Com a quimera
Com os sonhos
Com as agruras de hortelã
Com meu alforje viajante
Onde fui Pequeno Príncipe
Fui príncipe em meus castelos
Castelos onde fui o arquiteto, engenheiro, construtor
Fui Peter Pan, fui Crusoé
Ringo, Shazan
Menino do Dedo Verde, Menino Maluquinho
Sempre gostei de subterfúgios
Precisava respirar ares mais puros e de certa forma manter-me límpido
Imaculado, isolado numa cápsula, numa redoma experimental onde eu viesse a ser eu mesmo
Nesse mundo que acho ser possível ser feliz
Esse mundo que eu mesmo criei
Existe nele amor; meu tipo de amor: sensibilidade
Carinho, respeito, amizade
Realmente um mundo por demais fantasioso
Nessa cabeça canceriana e sonhadora
Marcelo Braga
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