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sábado, 2 de novembro de 2024

O MUNDO QUE CRIEI

 21.08.04.


Algumas vezes se pensa ser impossível quando, noutras impossibilidades, cria-se tudo prático

Nesse dilema, nesse desacerto, nessa dissonância, nesse desequilíbrio

Nas azuis nuvens de um cinza céu

Me perpetuo!


Bem, entretanto, contudo, no entanto

Tornei-me ou nasci assim

Sintonizado com a abstração

Com a quimera

Com os sonhos

Com as agruras de hortelã

Com meu alforje viajante

Onde fui Pequeno Príncipe

Fui príncipe em meus castelos

Castelos onde fui o arquiteto, engenheiro, construtor

Fui Peter Pan, fui Crusoé

Ringo, Shazan

Menino do Dedo Verde, Menino Maluquinho

Sempre gostei de subterfúgios

Precisava respirar ares mais puros e de certa forma manter-me límpido

Imaculado, isolado numa cápsula, numa redoma experimental onde eu viesse a ser eu mesmo


Nesse mundo que acho ser possível ser feliz

Esse mundo que eu mesmo criei

Existe nele amor; meu tipo de amor: sensibilidade

Carinho, respeito, amizade

Realmente um mundo por demais fantasioso

Nessa cabeça canceriana e sonhadora


Marcelo Braga


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