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sábado, 30 de novembro de 2024

JURÁSSICO

 14.06.03.


A caneta que ainda escreve

Olhos que ainda apalpam e

A música que ainda diverte

A pupila que ainda dilata

As mãos que ainda provam e

Os sons que ainda brilham

Toda conjugação que dissimulo

A lerda compreensão do nulo e

As mesmices que entorpecem o ar

Um novo dia quase idêntico ao velho

Um tão velho amor quase tão novo que jurássico


A tinta que nunca seca

O plástico que não derrete

O frio que não se aquece

O álcool que envelhece

O rosto que não se esquece!


Marcelo Braga



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