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sábado, 23 de novembro de 2024

INADVERTIDAMENTE ANTAGÔNICO

 23.08.03.


Ah! Pútridos frutos anasemênticos

Pomos de subjetivos divagares

Dilapidatório esquifes zofrênicos

Burlesco arcaísmo sonambulítico

Refratariamente têmpora ignara

Como se códices e anátemas dos vitrais

Os tais cacos dispersos anacrônicos

Fastiosidades aleatórias dos campos imaginados

A falsa comutação nunca ouvida

Dos ares benfazejos

No suor dos rostos

Apenas a urgente necessidade de gestar

Filhos

Como que pequenas interrupções

Erupções das décadas magmanolíticas

Como a imagem coletiva que se forma ante a obrigatoriedade:

Ser CULT – pertencer

Pretenciosismo...


Mas foram aprazíveis as pontes que nunca suspensas

Os milharais, os cafezais

As brumas, as geadas, as gotas dos vitrais

Preciosismo...


Haverá o tempo de nos retratar

Novas eras dispersas

Como folhas ao vento

Aparentemente sem rumo ou

Destino que fosse


Marcelo Braga


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