01.12.96.
É grande a tolice de achar-se amado, de achar que ama
O homem já se diluiu
Sentimentos flutuam no ar
São lançados pelo vento às pedras
Ninguém se dispôs a causas
Todos são sós
O tempo, como sempre, incrédulo
Vem rasgando mil calendários
Nada muda e o homem regride
Prossigo pelo mundo dos que já cansaram e nada esperam
Prefiro trilhar o árido caminho dos loucos
Onde não se acredita no que se vê e sente
Onde já se conformaram e essa conformação está no plasma
Onde se vive a angústia e se é feliz
Simplesmente por não se saber nada da felicidade
Onde não se busca satisfação e satisfeito está
Os últimos agouros da frivolidade
Há pessoas despreparadas para o amor
Há pessoas desesperadas por um amor
Nada encontram – burras por excelência!
A covardia as detêm ao passo maior
Essa mania de amar e ser amado
Meramente humana, utopia!
Esse novo mundo não foi descoberto!
Marcelo Braga
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