18.11.94.
Será a causa de minha morte
O cigarro que fumo agora?
As aflições que me esperam?
As noites em claro delirando pelos copos cheios, coloridos e gelados?
O carro que perde o freio
O trem que descarrilha?
A bicicleta que voa no arame farpado?
Uma guerra, morrer fardado?
O eclipse, o terremoto, o vulcão?
São da natureza coisas que compreendo
O amor, o choro, a paixão
São da vida coisas que bem conheço
Mas o além, o lá da frente
É o mistério que recuso apavorar
Vou nessa vida que me possui
Girando nesse espaço que ocupo
Nessa luz que Deus dia a dia acende e apaga
Marcelo Braga
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