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terça-feira, 5 de novembro de 2024

AH... ESSA VIDA!

 06.05.93.


Zombeteira

De poemas escritos e perdidos

Falta o nexo, tumular por vezes

Entrecortada por négridas passagens


Futurística

De sítios sonhados e insondáveis

De paixões impossíveis apenas

Dilaceradas por anseios aflitos


Trabalhosa

De suspiros ofegantes

Antes aos absurdos da “ética”

Dificuldades que nós mesmos criamos


Finita

De presságios e horrores

De certezas tão incertas

Nada como o nascer do Sol

Religioso e preciso nascer


Que partiu

Do ventre ao gélido terno de peroba

Que consigo carregou tantos pesares

Um nome que será esquecido e talvez

O tempo haverá de nos retratar...


Marcelo Braga


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