06.05.93.
Zombeteira
De poemas escritos e perdidos
Falta o nexo, tumular por vezes
Entrecortada por négridas passagens
Futurística
De sítios sonhados e insondáveis
De paixões impossíveis apenas
Dilaceradas por anseios aflitos
Trabalhosa
De suspiros ofegantes
Antes aos absurdos da “ética”
Dificuldades que nós mesmos criamos
Finita
De presságios e horrores
De certezas tão incertas
Nada como o nascer do Sol
Religioso e preciso nascer
Que partiu
Do ventre ao gélido terno de peroba
Que consigo carregou tantos pesares
Um nome que será esquecido e talvez
O tempo haverá de nos retratar...
Marcelo Braga
Nenhum comentário:
Postar um comentário