12.03.97.
Sou filho da Lua, sou Câncer
Sou filho do sonho, sou noite
Meus desígnos são filhos do destino
Que eu mesmo tracei!
Minha pele é neutra
Clara minha tez
Inodoras minhas exalações
Incenso que queima sem fogo
Não sou da bússola nem do relógio
Sou de toda a abolição
Sou dono e senhor de meu cérebro
Abram alas que eu quero pensar!
Vertem rios de pretensões
Por seus leitos subo e desço
Marcelo Braga
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