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quarta-feira, 30 de outubro de 2024

COM PARENTES - Filhos

 • Com filhos:

   O mais velho, Alexandre Rufino, resultado de um namoro efêmero em São Paulo capital no ano de 1992 com Márcia Rufino, com quem estudava a 8ª série. Tive pouco contato com ele nas poucas ocasiões em que minha situação permitiu que eu viajasse a São Paulo, até que em dezembro de 2007 lhe mandei passagem e ele veio enfim ao Rio de Janeiro. Passamos natal e ano-novo juntos pela primeira vez, porém os anos, a distância e a falta de contato dificultou um pouco nossa aproximação definitiva; aliando a esses fatores, alguns problemas que eu estava passando financeiramente na ocasião e o despreparo para lidar com um rapaz já adolescente. Acredito que ainda demorarei mais algum tempo para criar algum tipo de entrosamento fraterno. Quem salvou muito a situação foi Isabel com seu jeito peculiar em lidar com as pessoas.

   Ele criou aquela imagem de super-pai devido a diversos fatores, dentre eles, as informações que ele tinha em São Paulo ao meu respeito e como de igual às cartas que trocamos durante um certo período recentemente. No mais, mesmo assim, ainda pudemos passear um pouco para que ele conhecesse nossa cidade e tivemos momentos em que se tornaram claros aspectos de nossa similaridade genética e de nossa personalidade, bem como situações de pai com filho.

   Um fato que não posso deixar de relatar é a sua facilidade com o desenho, parecendo um pouco com seu avô paulista, meu pai no caso, que era desenhista nato.

   Não participei de sua gestação nem de seu nascimento em 06 de março de 1993; já havia me mudado de São Paulo quando ele nasceu. Apareci pela primeira vez quando ele já tinha um ano e alguns poucos meses. Tirei fotos e o levei para passear na Vila Brasilândia. Apareci também com João Marcos para que ele conhecesse seu irmão, por volta do ano de 1999. Somando-se a essas duas “aparições”, mais umas duas ou três vezes no período. Ainda não possui em seu registro meu nome e por muita sorte tem em São Paulo, uma família que acompanhou todo o seu desenvolvimento como se fosse filho e até hoje o ajuda muito em todas as questões como educação e recreação.

   Linhas atrás, eu era o filho que reclamava distância, agora sou o pai que repete-se, como numa “maldição familiar”.

   Com meu segundo filho, João Marcos Braga da Silva, nascido em Barra do Piraí em 03 de setembro de 1996, filho de meu casamento com Maria Marta, o convívio foi bem maior. Durante cinco anos. Veio a separação, desentendimentos e a distância novamente. Desse guardo muita coisa desde seu nascimento até seu quinto ano de idade. Algumas poesias que aguardavam ansiosamente seu nascimento são prova de minha vontade em acertar, mas vontade precisa estar aliada, nesse caso ao preparo e à maturidade: não tinha. Hoje, nossa reaproximação requer algumas minúcias que somadas, constituem-se num grande impedimento. Esperarei que o tempo resolva da melhor maneira possível e que tal tempo não traumatize mais ou cauterize uma possível inapetência de sua parte em voltar a ter contato com seu pai.

   Um menino tranquilo e inteligente. 

   Agora, Ana Julia Sarmento Braga, minha terceira oportunidade de exercer a paternidade, fruto de meu atual relacionamento com Isabel Cristina, nascida em Niterói no dia 04 de maio de 2008. 

   Uma bela menina, divertido bebê de quatro meses, que sem saber, me impõe, digamos, pela última vez: maturidade rapaz!

   Veio de forma inesperada, já que Isabel “nunca” engravidaria, segundo os médicos na ocasião de seu primeiro casamento. Igualmente, causou-nos muita emoção toda a sua gestação, bem como seu nascimento.

   Dos três filhos, o único que parece bastante comigo, comparando fotos de quando eu era bebê. Um pouco agitada e muito esperta; aquele, digamos, ser humano com muita sede de vida. Olhos e ouvidos atentos a tudo ao seu redor.

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