25.07.2011.
Dos canalhas, o maior sou eu
Escrevo fingimento e dissimulo
Prescrevo-me receitas infalíveis e sei
Sei que são comprimidos de açúcar
Dos outros fingidos, o maior sou eu
Escrevo saudade e amor
Sentidos necrosados em mim
De um passado morreu – ontem mesmo
Dos outros mentirosos, o maior sou eu
Escrevo subjetivas codificações
Escondo-me atrás de idiomas mortos
Sei que tenho esse dom – é verdade!
Marcelo Braga
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