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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

QUANDO DE VEZ EM QUANDO ME VEJO

16.08.2011.

 
 
As melhores que conheci eram autodestrutivas
Impossível ficar “legal” sendo normal demais
Vivo a overdose de vida
 
O álcool me entorpece bem menos que a loucura do mundo real
Minhas mãos apalpam coisas estranhas de palavras falsas
O esquecimento é melhor que a cara limpa dos desgraçados
 
Pouco me importa agora se vou, se fui ou se serei
Tenho comigo a riqueza de ser honesto 
Fodam-se tuas pequenas CERTINHEDADES
 
Vivo preso às minhas solturas cafajestes
Vou enganar a todo mundo, menos a mim
Sei vender prédios que eu mesmo incendiei
 
Dos desagrados e da overdose de suas honestidades
Do entorpecimento do álcool e dos prédios que pulei
Nunca soube ser manso, nem mesmo um cafajeste maior
 
Minhas solturas arranharam paredes de meu próprio ser
Quando de vez em quando, me vejo...


Marcelo Braga

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