16.08.2011.
As melhores que conheci eram autodestrutivas
Impossível ficar “legal” sendo normal demais
Vivo a overdose de vida
O álcool me entorpece bem menos que a loucura do mundo real
Minhas mãos apalpam coisas estranhas de palavras falsas
O esquecimento é melhor que a cara limpa dos desgraçados
Pouco me importa agora se vou, se fui ou se serei
Tenho comigo a riqueza de ser honesto
Fodam-se tuas pequenas CERTINHEDADES
Vivo preso às minhas solturas cafajestes
Vou enganar a todo mundo, menos a mim
Sei vender prédios que eu mesmo incendiei
Dos desagrados e da overdose de suas honestidades
Do entorpecimento do álcool e dos prédios que pulei
Nunca soube ser manso, nem mesmo um cafajeste maior
Minhas solturas arranharam paredes de meu próprio ser
Quando de vez em quando, me vejo...
Marcelo Braga
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