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domingo, 25 de agosto de 2024

MINHA POESIA INSISTE EM SER HUMANA

06.09.2011.

 
 
Sou como a gaita que se diz sozinha como uma pedra
Pessoas pequenas apenas querem ser pequenas pessoas
Tenho medos
Poucos medos
Os medos de uma pedra sozinha que pode ser chutada
 
Minha poesia insiste em ser humana
Aliás, minha insistência prevê o humano em mim
Agora
Se possível
Mas não sou nada além de sonhos do verbo TO BE
 
Devo ser algo tipo folk de protesto incauto e vão
Pequenos protestos de alguém que se arraigou numa cidade só
Não gosto
Nem quero
Ficar saindo de minha cidade, de meu espaço
 
O surrealismo do tempo e espaço
Numa gaita...

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