02.12.2011.
Não vivo mais no presente as eventualidades do passado
O passado ficou tão passado que o ontem já se mumificou
Não que eu não goste nem ao menos me relembre do futuro
Mas prefiro transitar nas aldeias que ainda não fui
Circunstanciadamente me esmero nesse tempo ausente
Viver aquilo que ainda não vi nesse tempo presente
A água que lava meu galinheiro
As próteses que ponho em minha boca
Amadou e Mariam que ouço em meu som
As eventualidades que percebo na televisão
Os livros meus que Mário Feijó revisa
O cigarro que vou largar de vez
As mudanças que vou provocar
As almas que transitam meus espaços
E meu corpo que apenas responde: obrigado!
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