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sexta-feira, 26 de julho de 2024

DEMASIADAMENTE LEVIANO


15.11.2011.
 
 
Essa poesia vem trazendo a pujança, a violência, o aferro de minhas emoções
Essa poesia traz em si a atividade espontânea da seiva e das lágrimas
Essa poesia compõe a música que não sei dar movimento e ação
Essa poesia se beneficia da intensidade emocional de Chopin
Essa poesia inofensiva abusa em perguntar “onde foi parar minha arte?”
Essa poesia arde em lágrimas da saudade que só um luso é capaz de sentir
Essa poesia assume as mais variadas formas de meu vandalismo interior
Essa poesia metaboliza as substâncias químicas de minha intempérie
 
Sim, essa poesia é a poesia da graça que rio de meus condicionamentos
Sim, essa poesia é a poesia que abraça a fonte de meus sólitos momentos
 
Sim, essa poesia é a poesia de minha demasia vontade de ser humano
Sim, essa poesia é a poesia de minha ousadia efetiva em ser leviano
 
É ela sim, a poesia na medida de minhas harmonizações biológicas
É ela sim, a poesia de meus desgastes, engates e injunções psicológicas
 
A poesia que inaugura meu caminho DEMASIADAMENTE LEVIANO.

 
Ao som de Chopin – “Waltzes – Op. Posth. 69 – número 1”

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