04.01.2012.
É que tudo acaba, pelo uso, pela morte
No ardor obtido à constância falida
Da atividade indômita à desfaçatez do esforço vão
Minha fonte de certezas é um gotejamento
Nos aspectos e prismas, nada que conserve o enfraquecimento
Tenho-me guardado jogado em abismos, cujas lanças me aguardam
O vento, a neve, a luz, o calor, a fome – sim a fome...
Seria cabível operar numa modalidade de fervilho
Mas minha represa evoca uma rachadura orgânica
Não pára, de filetes em filetes abrem-se comportas de espontaneidade
Arremessos incontidos de relâmpagos sem contensão
O equilíbrio pede, a impetuosidade potencializa!
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