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sábado, 2 de março de 2024

HOJE, NA PONTE RIO-NITERÓI

 CONTOS DO SEPTO NASAL

 
 

22.02.2012.
 
 
 
   Por pior que possam ser os problemas de nosso planeta, de nosso continente, de nosso país, de nosso estado, de nossa cidade, sempre sobra-nos um amor pelos nossos iguais e parecidos e desaparecidos.
 
   Hoje pela manhã pensava nos que aparecem e nos que desaparecem. Afinal, a efemeridade das relações ainda são mais curtas que a efemeridade da vida em si.
 
   Pensei que de tudo podemos tirar proveito. Não, não sou xiita e observo as manifestações humanas, ora com sarcasmo, ora com amor, ora com neutralidade.
 
   Mas voltando ao assunto que nem comecei e talvez você já até tenha parado de ler: gostamos de ser do lugar em que nascemos. Reparo isso nos textos que leio e costumo de vez em quando dizer que nasci no Grajaú, bairro próximo ao bairro de Vila Isabel no hospital Italiano e fui criado em Jacarepaguá, distrito da capital carioca.
 
  Conheço costumes daqui. Gírias, falas e comportamentos.
 
   Em nenhum outro lugar dos 13 estados do Brasil que conheço, fiz tantas amizades como fiz aqui.
 
   Não concordo com mil coisas daqui, mas uma não posso negar: somos numa alta porcentagem, criativos e alegres.
 
   Bem, então vamos lá. Estava vindo ao trabalho (sou um carioca que trabalha nas quartas-feiras de cinzas) e a ponte Rio-Niterói engarrafada. Muitos cariocas voltando de vários lugares (fiquei reparando nas placas dos carros). Em principal, cariocas voltando da Região dos Lagos que inclui várias cidades belíssimas. O engarrafamento se dava na hora, devido a dois carros parados, pouco depois do vão central. O motivo: um pneu furado. Seis rapazes sem camisa e seis garotas com camisas e shortinhos. Enquanto um deles trocava o pneu, o resto da galera dançava ao som de um funk. Sim, dançavam em cima da ponte, ao sol escaldante. Divertida e alegremente.
 

   Não sou muito de Região dos Lagos na alta temporada. Não tenho mais 20 e poucos anos. Não gosto de ficar com o carro parado em lugar nenhum. Não gosto de funk. Mas a imagem daquela rapaziada se divertindo, fez-me rir, fez-me feliz por ser carioca também.


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