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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

MINHAS ERAS SÃO FRAGMENTOS DISPERSOS


05.12.96.



Minhas eras são fragmentos dispersos
Minhas coisas morrem e ressurgem
A vela que ilumina o breu, flutua
Destruo alimentos e busco tudo novamente
Tudo me é renovável, lavável e inflamável
Até a eternidade seria mera regressão...

Há coisas que lutam por um contexto
Outras fogem da definição
Um embaraço meio que absurdista
A hora da vida, a hora da morte
O berçário e o terno de peroba
Loucuras que ousei acreditar...

Não canso de amar o amor
Se é que existe o amor
Há muito que não me expressava
Poucos minutos é o desconhecido infinito
O neném dorme, a noite vem pisando leve
Já bocejei e babei fronhas por diversas eras

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