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quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

TE AMO, TE GOSTO, TE PRECISO

 

16.01.06.


Sou um pouco de muita sorte
Sem rima, sou um pouco vida um pouco morte
Sou aquele tipo de poesia que fala somente daquilo que acho que sou
Soul, soul, soul e corpo também; tão bem feito corpo soul
Azuis, azuis, azuis são meus “preto branco” sonhos coloridos blues
Sou assim esquelético, cadavérico digitador de minha dor digitada

Sou um pouco energia, antipatia, nevralgia, nostalgia...
Brilho quando tenciono do nada abacinar o ralo preciosismo do fosco
Agressivo quando desejo dizer TE AMO, TE GOSTO, TE PRECISO
Nem ligo se queres ou não ficar, mas ligo quando lembro seu número
Sou sempre afoito, um pouco oito um pouco dezoito

Essas lágrimas que não caem, vão cair a qualquer hora
Esse falo que dorme, mas acorda a qualquer hora
Esses gozos que se produzem e te preenchem agora
Essas línguas esperantenóides que gemem no ejacular bilhões de zóides!

Pedaços de carnes que se lavam e vão embora
As ilhas que invado e desocupo sem que me notem
Os sons que me entorpecem de alegria e nem sabia sê-los tão ruins
Ruins textos, melosos pretextos, curtos cabrestos

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